Sábado, 04 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 4 de abril de 2026
O elenco foi formado por 120 pessoas, entre atores profissionais e moradores da comunidade do Murialdo. (Foto: Pedro Piegas/PMPA)
Foto: Pedro Piegas/PMPANesta Sexta-Feira Santa, 3 de abril, foi realizada a 67ª edição da Paixão de Cristo do Morro da Cruz, na Zona Leste da Capital. A tradicional celebração de Páscoa aconteceu em frente à Paróquia São José do Murialdo e reuniu centenas de fieis. O elenco foi formado por 120 pessoas, entre atores profissionais e moradores da comunidade do Murialdo.
As atividades começaram às 14h30 com uma missa na igreja. Depois teve início a encenação, seguida pela procissão de 1,5 quilômetro rumo ao alto do Morro da Cruz. No local ocorreu o ato dos últimos momentos da vida de Jesus Cristo, finalizada com a crucificação e sua ressurreição. A caminhada da Via Sacra até o alto do morro teve músicas e representações das quedas de Jesus. A aposentada Margareth Domeroski caminhou descalça. “Faço isso todos os anos porque é uma maneira de me conectar a Jesus que se sacrificou tanto pela humanidade”, afirmou.
Nesta edição, a montagem apresentou questões sociais contemporâneas e foi alinhada com a Campanha da Fraternidade 2026, cujo tema é Fraternidade e Moradia, com o lema Ele veio morar entre nós (João 1,14), promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A proposta é refletir sobre o direito à moradia digna e sensibilizar a sociedade para a realidade de milhões de brasileiros sem habitação adequada.
Na abertura, uma cena mostrou Santa Ifigênia da Etiópia (padroeira dos que buscam a casa própria), segurando uma casa nas mãos. Anjos distribuiram ao público santinhos com a imagem da santa e, no verso, uma oração de súplica por moradia. Jovens do Grupo Teatral Núcleo Cultural Murialdo também abordaram temas contemporâneos como o feminicídio e os maus-tratos aos animais. Houve ainda a implantação inicial do projeto Caminhos da Via Sacra.
Ao longo da subida do morro, monumentos destacam episódios como o momento em que Verônica enxuga o rosto de Cristo e o encontro de Jesus com sua mãe, Maria. No topo do morro, foi instalada a estátua de dois metros intitulada Jesus Acolhedor, que passa a integrar o cenário permanente da encenação.
“Essa é uma das manifestações mais tradicionais da nossa cidade, que une fé, cultura e comunidade. É um momento de reflexão, construído com a participação direta dos moradores do Morro da Cruz, que vai além da religiosidade e dialoga com temas importantes da sociedade. A prefeitura apoia e valoriza iniciativas que fortalecem a cultura e a identidade das comunidades”, disse o prefeito Sebastião Melo.
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