Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de novembro de 2023
Não basta se lembrar das figuras de linguagem, das regras da redação, dos presidentes na ditadura militar brasileira e dos ensinamentos de filósofos pré-socráticos. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ainda exige que os candidatos administrem o tempo e terminem tudo em, no máximo, 5 horas e meia.
O primeiro dia da avaliação está chegando: 5 de novembro, próximo domingo. Que tal já definir sua estratégia para não correr o risco de deixar o gabarito incompleto? Ninguém quer viver o pesadelo de não conseguir passar a redação a limpo, certo? Veja abaixo cinco dicas para concluir sua missão com sucesso.
– 1- Começar pelas questões mais fáceis: No Enem, dois candidatos podem acertar exatamente o mesmo número de questões, mas tirar notas diferentes. Pode parecer estranho ou injusto, mas a explicação é o modelo de correção adotado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Teoria de Resposta ao Item (TRI).
A TRI beneficia quem realmente se preparou para o exame. Por exemplo: se alguém acerta as questões mais difíceis, mas erra aquelas consideradas fáceis, tirará uma nota menor do que o aluno que foi mais “coerente” e só errou as complexas. Ou seja, é basicamente um sistema que tenta detectar os “chutes”.
Por isso mesmo, é importante garantir que as perguntas mais simples estejam corretas. Melhor, então, começar por elas, antes que o cansaço aumente.
– Na 1ª leitura: resolva todas as questões que podem ser solucionadas rapidamente.
– Na 2ª leitura: responda as questões que deixaram apenas uma dúvida pontual.
– Na 3ª leitura: faça as mais longas ou sobre assuntos não tão comuns no Enem.
– 2- Assinalar as perguntas que forem “puladas”: Seguindo a dica número 1, o aluno não vai resolver a prova de forma linear. É preciso tomar cuidado, então, para não esquecer alguma questão e só perceber na hora de passar as respostas a limpo no gabarito.
Quando decidir “pular” alguma pergunta, o ideal é fazer algum sinal gráfico ao lado do enunciado (pode ser um “x” ou um asterisco, por exemplo).
– 3- Intercalar a redação e as perguntas: Uma observação importante: o candidato pode intercalar as etapas de prova. Ele não é obrigado a escolher resolver 100% das perguntas e só depois partir para a redação ou vice-versa.
Veja só um exemplo:
– Fazer uma primeira leitura da prova inteira e resolver as perguntas fáceis.
– Preparar o projeto de texto. Os enunciados das questões objetivas, já lidas na primeira etapa, podem inspirar o aluno na redação.
– Escrever o rascunho e revisá-lo.
– Retomar os testes.
– Passar a redação a limpo e transferir as respostas para o gabarito (de olho no tempo).
– 4- Reservar, no máximo, 1 hora e meia para a redação: Fazer a redação é um processo que envolve:
– ler a proposta e a coletânea de materiais de apoio;
– montar um planejamento de texto (em itens, por exemplo, com as ideias gerais que serão abordadas);
– escrever o rascunho;
– revisar;
– passar tudo a limpo.
No primeiro domingo, serão 5 horas e meia de prova. Para dar tempo de resolver as 45 questões de linguagens e as 45 de ciências humanas, a recomendação é que o aluno reserve 90 minutos, no máximo, para a redação. Assim, sobrarão 4 horas para o restante.
– 5- Dividir o tempo por etapas, e não por perguntas: Não é preciso ter rigidez ao definir o tempo máximo gasto em cada pergunta – até porque algumas demandarão mais do que outras.
O ideal é pensar na prova em três ciclos (redação, linguagens e ciências humanas) e dividir as 5 horas e meia entre eles.
Se o aluno reservar 90 minutos para o texto, por exemplo, terá 2 horas para cada uma das outras fases. Percebeu que, após 1 hora, ainda não chegou nem à metade da prova de linguagens? Hora de acelerar. As informações são do portal de notícias G1.
Os comentários estão desativados.