Quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Entenda a audiência nos Estados Unidos sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros

Compartilhe esta notícia:

Ao menos 40 entidades e empresas se inscreveram para participar

Foto: Divulgação

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, do nome original inglês) realiza nesta segunda-feira (6), em Washington, a primeira audiência pública sobre a proposta estadunidense de sobretaxar produtos exportados pelo Brasil em 25%

Ao menos 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar da sessão, previsão para se estender até esta terça-feira (7).

Entre as organizações brasileiras credenciadas para apresentar seus argumentos durante a audiência estão a CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil); o Cecafé (Conselho Brasileiro de Exportadores de Café); a CNI (Confederação Nacional da Indústria); Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia); CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil), Embraer, entre outras. O senador Flávio Bolsonaro também consta entre os inscritos a participar, amanhã.

Instaurada em 15 de julho de 2025, a análise estadunidense dos “atos, políticas e práticas brasileiras” se debruça sobre seis aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Cada participante terá até cinco minutos para defender os argumentos já apresentados ao USTR, contra ou a favor da taxação. Ao final deste tempo, representantes do escritório estadunidense poderão fazer perguntas adicionais que julgarem necessárias.

A investigação do USTR foi proposta com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de outros países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses.

Notificado no início de junho, o Estado brasileiro contestou os argumentos dos que defendem o tarifaço das exportações brasileiras e as conclusões preliminares do USTR. Em um documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA e as empresas estadunidenses.

Na manifestação diplomática, o governo brasileiro pede que os Estados Unidos se abstenham de impor medidas unilaterais em virtude da investigação em curso.

“O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, sustenta o governo brasileiro, apontando que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam “da discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são ‘irrazoáveis’”, e “de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.

“Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o governo brasileiro, alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
vanderlei stefani
6 de julho de 2026 22:01

Anatomia do Caos: um filme que o Brasil precisa assistir antes de votar

Emerson
6 de julho de 2026 18:18

corrupto mor, não se deu ao trabalho de mandar um representante para negociar, pq tarifas o ajudam eleitoralmente. Mas envia representantes para observarem o único que se propôs a lutar pelos brasileiros de verdade. Realmente o Brasi não é para amadores. É para mamadores do dinheiro público.

Eloa Gute
6 de julho de 2026 18:53
Responder para  Emerson

Mas quem foi lá nos EUA pedir taxação de 25% foi Flávio Bolsonaro, como fez o Eduardo Bolsonaro, que pediu 50% de taxação para o Brasil! Não dá para entender o q se passa na cabeça dessa gente, sendo contra o Brasil!

Emerson
6 de julho de 2026 22:40
Responder para  Eloa Gute

Deixacde ser burra. Foi a seção 301 que julgou e decretou as tarifas. Tu não leu a matéria? Esse pessoal canhoto não consegue nem ler um texto pequeno e aí ficam falando bobagens.

Supremo determina que tribunais expliquem em 48 horas o descumprimento de regra sobre penduricalhos
Governo federal envia observador para audiência nos Estados Unidos que ouvirá nesta terça Flávio Bolsonaro
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x