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Brasil Entenda a crítica dos cientistas quanto à aplicação da terceira dose da Coronavac

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São Paulo começou a aplicar a dose de reforço nos idosos e tem priorizado a vacina do Butantan/Sinovac.(Foto: Divulgação/Secom/GESP)

A aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 tem levantado discussões em relação ao imunizante que será administrado como reforço para idosos e imunossuprimidos. O Estado de São Paulo tem priorizado a Coronavac a despeito da posição do Ministério da Saúde, que a partir da semana que vem planeja repassar doses de outros fabricantes destinadas a esse público.

O debate em torno do uso da Coronavac ganhou força diante de indicativos de que a vacina poderia oferecer uma proteção menos ampla aos mais velhos, e por isso seria menos indicada como terceira dose. No seu lugar, o governo federal tem defendido o uso de vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Janssen. A seguir, veja perguntas e respostas sobre o assunto.

Especialistas alertam que usar este imunizante como dose de reforço em idosos não se configura como uma boa estratégia. Isto porque dados mostram que a Coronavac teria uma efetividade relativamente menor no grupo de mais idade. “O objetivo dessa dose de reforço é aumentar os anticorpos e a proteção contra a variante Delta, que é a grande preocupação agora. E nós já sabemos, até por estudos no Brasil, que a Coronavac dá uma resposta menor nos idosos que nos mais jovens. Essa resposta diminui com o tempo e precisa de um reforço adicional”, explicou a infectologista Raquel Stucchi, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), também defende a postura do Ministério da Saúde e órgãos como o CONASS e o Conasems de optar pela preferência à Pfizer na aplicação da dose de reforço. “Os dados são inequívocos em mostrar que a resposta imune dela é mais robusta, principalmente nessa situação, principalmente com a disseminação da delta.”

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