Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2023
Relações comerciais dependem de condições econômicas, diz especialista
Foto: ReproduçãoA vitória do candidato ultradireitista Javier Milei para presidência da Argentina, no domingo (19), levantou dúvidas em relação ao futuro das relações diplomáticas e econômicas entre Brasil e Argentina devido a posturas do candidato ao longo da campanha. Milei defendeu a saída da Argentina do Mercosul, mas depois recuou e passou a defender apenas mudanças no bloco econômico, que reúne também Uruguai, Brasil e Paraguai.
Milei disse também que não faria negócios com o Brasil, nem com a China, os dois principais parceiros comerciais da Argentina, e ainda fez duras críticas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lançando dúvidas sobre as relações entre os dois países. A Argentina, afinal, é o terceiro principal destino das exportações brasileiras, perdendo apenas para China e Estados Unidos.
Para entender como a vitória do político ultraliberal pode afetar as relações com o Brasil, a Agência Brasil ouviu especialistas que estudam a América Latina.
Para o professor Nildo Ouriques, a relação entre Brasil e Argentina, dada a dependência entre os dois países, não deve ser alterada. O presidente do Instituto de Estudos Latino-americanos da Universidade Federal de Santa Catarina defendeu que a política é feita de atos, não de declarações.
“Uma campanha eleitoral na América Latina não tem a menor importância prática se você não vincular as declarações com os atos. Vamos ver o que o Milei vai fazer, mas será muito pouco. O Mercosul é o paraíso das multinacionais. Por isso mesmo, o bloco não corre nenhum risco. Acha que Lula ou Milei vão se enfrentar com as multinacionais? De jeito nenhum. Das 15 maiores empresas do comércio entre Brasil e Argentina, 13 são multinacionais”, explicou.
Ouriques acrescentou que as relações comerciais vão depender das condições econômicas dos dois países. “Pode aumentar o comércio do Brasil com a Argentina de Milei se for de interesses das multinacionais e dos comerciantes argentinos. O resto é discurso, é a arte de iludir necessária para processos eleitorais”, destacou.
Relação Institucional
O cientista político argentino Leandro Gabiati destacou que aliados e assessores do futuro presidente da Argentina, apesar de afirmarem que ele não terá relação pessoal com o presidente Lula, afirmam que haverá contatos institucionais via Itamaraty ou ministérios.
“Ainda que os dois presidentes não conversem diretamente, há interesses em comum que farão com que as relações entre os dois países continuem relativamente normais. Enxergo como algo parecido com o que aconteceu entre o ex-presidente Bolsonaro e o presidente argentino Alberto Fernandes. Os dois não dialogaram durante suas gestões, mas muita coisa continuou avançando”, ponderou.
Gabiati acredita, porém, que medidas de teor liberal, ainda que não tire a Argentina do Mercosul, pode enfraquecer o bloco. “Não será uma relação fácil entre Argentina e Brasil, mas não se chegará ao radicalismo de tirar a Argentina do Mercosul porque isso traria sérios impactos para economia e indústria argentina”, afirmou.
Integração Latino-americana
O professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC, Giorgio Romano Schutte, ressaltou que ainda é cedo para avaliar como ficarão as relações entre os dois países, mas acredita que o comércio não deve ser alterado.
“As relações comerciais são feitas por atores econômicos. Isso não deve sofrer tanto. O comércio vinha sofrendo por causa da situação econômica na Argentina. Agora, há um fato de incerteza, que é de como os investidores vão avaliar a eleição. Mas a tendência é que as relações comerciais existentes não devem sofrer tanto assim”, ponderou.
Sobre o Mercosul, Schutte avaliou que Milei pode tentar mudar as regras, mas que caberá ao Brasil resistir. Além disso, destacou que as propostas do atual governo do Brasil de revitalizar a integração latino-americana devem ser prejudicadas, devido a postura do futuro presidente argentino. “Essa ideia de fortalecer a inserção brasileira no mundo por meio de uma integração latino-americana vai ficar muito difícil”, acrescentou.
Brics
A pesquisadora do Opeb (Observatório de Política Externa e da Isenção Internacional do Brasil), Audrey Andrade Gomes, destacou que a vitória de Milei deve reduzir a coesão do Mercosul e interferir nos Brics, bloco econômico que o Brasil participa e reúne potências emergentes, como China, Rússia, África do Sul e Índia e que, recentemente, incluiu a Argentina no bloco.
“Talvez ele não consiga cumprir suas promessas de campanha, como a distância que ele quer manter com a China e o Brasil. Ele não tem como se desvencilhar dos principais parceiros da Argentina. Mas, ainda assim, ele pode criar problemas de integração que dificultem a coesão e solidez do Mercosul.
Mas o problema maior é o Brics, porque esse bloco tem proposta de usar outra moeda para transações comerciais que fujam ao dólar e essa não é a proposta do Milei”, afirmou. Milei defende que a Argentina adote o dólar estadunidense como moeda nacional do país.
Javier Milei
Alçado à fama como comentarista econômico em programas de televisão, Javier Milei ganhou apoio de políticos da direita tradicional no segundo turno, como o ex-presidente Mauricio Macri e a candidata derrotada Patricia Bullrich.
O futuro presidente argentino define-se como libertário e anarcocapitalista e declarou-se defensor de ideias como a comercialização de órgãos e a livre venda de armas. Ele promete dolarizar a economia e extinguir o Banco Central argentino para acabar com a inflação. Porém, no segundo turno, ele amenizou promessas anteriores, prometendo não mais privatizar a saúde e as escolas públicas.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Tinha que ser um extrema direita tipo bolso-terrorista-golpista-osmar terraplanista mesmo.
Pobre HERMANOS.
Ainda bem que a Argentina escolheu o lado direito e certo e não enveredou pela extrema-esquerda Lule-terrorista-golpista-terra-quadradista-bate-cúzista-maconheirista-pirada … arriba, HERMANOS
A extrema direita já tem pra onde fugir
Espero que o presidente eleito Javier Milei entenda que o Brasil é dos brasileiros e não do pseudogovernante Eneadáctilo que foi plantado no Planalto após usurpar o cargo de presidente do Brasil.
Com certeza é uma ideia a ser debatida essa questão de comercialização de órgãos, pois, seria uma alternativa para as pessoas adquirirem remuneração através de algo que lhes pertence unicamente.
Se a Argentina pretende atrair investidores e alavancar o turismo como forma de fortalecer a economia do país será uma ótima opção a dolarização.
Com relação a venda de armas legalmente é medida eficaz pois povo armado jamais será escravizado, nem subjugado e terá condições para defender propriedade, privacidade e liberdades individuais.
Provavelmente investidores brasileiros, que estão sendo taxados por serem proprietários de grandes fortunas, poderão migrar para a Argentina a partir de 11 de dezembro onde o governo será liberal e de direita.
Apartir de hoje os TERRORISTAS, LULISTAS, NAZISTAS, PERONISTAS, KIRCHERNISTAS….e outras pragas , vaão aplicar a mesma regra usada aqui no Governo Bolsonaro…
NÃO deixar que nada funcione, tentar destruir a imagem do Governo, articulação para não aprovar nenhuma pauta positiva…..
ENFIM….FAZER DE TUDO PARA QUE A ARGENTINA NÃO FUNCIONE E MILEI NÃO TENHA SUCESSO….
A HUMANIDADE , deve extirpar estes Vermes Malditos…..
Prepare-se hermano Milei, os cumpanheros “socialistas” vão tentar fazer o mesmo que fizeram no Brasil nos últimos 6 anos, depois que a cumpanhera “mulher sapiens” foi impichada e defenestrada do cargo que nunca deveria ter ocupado.
Lula vai comprar a YPF, são muito otários kkkkkkkk