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Economia Entenda o que é open banking e como funciona

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Sistema promete tornar produtos e serviços bancários mais competitivos.

Foto: Reprodução
Sistema promete tornar produtos e serviços bancários mais competitivos.(Foto: Reprodução)

O Banco Central (BC) pretende terminar em 2021 a maior parte da implementação do open banking no Brasil. O termo em inglês faz referência a “Sistema Financeiro Aberto”, em que os dados de clientes são padronizados e compartilhados para que os produtos e serviços bancários atendam às necessidades do público de forma personalizada.

Tudo deve ser feito com autorização expressa do cliente, que decide que dados são compartilhados, com quem e por quanto tempo. Segundo o BC, a integração pode melhorar a avaliação de crédito e estimular a competição no sistema financeiro, com produtos mais adequados e baratos.

Confira as principais dúvidas sobre o sistema.

1. O que é open banking? Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto) é um sistema de compartilhamento de dados financeiros de forma padronizada. Em uma única plataforma integrada e segura (API), as diferentes instituições financeiras têm acesso a dados de clientes para oferecer produtos e serviços personalizados e mais vantajosos para cada caso.

2. Qual o benefício de ter um Sistema Financeiro Aberto? Um exemplo simples é facilitar a concessão de crédito, estabelecendo taxas mais certeiras ao perfil de risco do tomador do empréstimo. Servirá também para comparação de serviços entre as financeiras, custo de seguros, rentabilidade de investimentos e dos demais produtos bancários.

A ideia é criar produtos e serviços sob medida e com preços mais atrativos para a necessidade do cliente, com base nos dados de consumo, renda e transações financeiras.

3. É preciso autorizar o compartilhamento de dados? Sim. É o que o BC chama de “consentimento” e deve ser uma manifestação livre do cliente “informada, prévia e inequívoca de vontade”.

Quem quiser fazer parte do open banking e desfrutar das condições que ele oferece ainda deve passar pela fase de autenticação e confirmação. Todos os procedimentos devem ser realizados pelos canais digitais oficiais das instituições financeiras.

4. Tenho como saber que dados serão compartilhados? O cliente terá acesso a quais consentimentos estão válidos, para quais instituições compartilhou os dados e quais informações, de fato, foram enviados pela instituição financeira.

Por meio dos canais digitais, as financeiras participantes vão disponibilizar um ambiente para que a pessoa tenha controle das permissões.

Será possível consultar, por exemplo:

  • As instituições participantes envolvidas no compartilhamento;
  • Os dados e serviços objeto de compartilhamento;
  • O período de validade da autorização fornecida;
  • A data de requisição;
  • A finalidade do compartilhamento (para instituições receptoras dos dados).

5. É possível revogar o consentimento do open banking? Sim, é possível revogar o consentimento se o cliente assim desejar, a qualquer momento e pela internet.

6. Que dados financeiros são compartilhados? A gama de dados compartilhados é ampla e vai de dados cadastrais (como endereço, estado civil, faturamento, tipos de produtos e serviços contratados) aos transacionais (como dados sobre contas, limites, saldo, cartões de crédito e operações de crédito).

Além disso, podem ser compartilhados uso de produtos e serviços de contas de depósitos, contas de pagamento pré-pagas e, nas últimas fases, operações de câmbio, credenciamento em arranjos de pagamento, investimento, seguros e previdência.

7. Meus dados estarão seguros com o open banking? Segundo o BC, a segurança de compartilhamento e a qualidade dos dados é de responsabilidade das instituições financeiras. As regras, portanto, são as mesmas do sigilo bancário.

“É das instituições participantes a responsabilidade pela confiabilidade, integridade, disponibilidade, segurança e sigilo dos dados e serviços dos clientes no processo de compartilhamento. Cabe a elas, também, cumprir as disposições da legislação e da regulamentação em vigor”, diz a instituição.

8. As instituições que tiveram acesso podem guardar meus dados? O BC exige que, com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que os dados e seu tratamento deve estar limitado unicamente às finalidades determinadas e consentidas pelos clientes.

As instituições que vão receber os dados devem apresentar a finalidade do compartilhamento e o prazo do compartilhamento, que pode ser de até 12 meses. Se a finalidade do compartilhamento for alterada, será necessário conceder um novo consentimento por parte do cliente.

9. As instituições têm acesso a dados antigos ou apenas aos gerados depois do consentimento?
Se o cliente permitir, é possível compartilhar o histórico financeiro de até um ano com outras instituições.

10. Quais são as fases do open banking? Para que tudo seja feito com tranquilidade, o BC separou em quatro fases. Nesta sexta-feira (13) entrou em vigor a segunda delas.

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Henrique Bass
14 de agosto de 2021 22:55

Tá com cara de mais um “migué” financeiro.
Tempos atrás chegou o tal cadastro positivo, que até hoje não convenceu a que veio.
Agora, quase junto com a LGPD, entra o open banking.

Notícia paga e forçada sobre o consumidor de serviços bancários. Por três dias seguidos todas as mídias estão despejando o suposto milagre da transparência, segurança e atratividade.

A regra antiga ainda vale: se é bom pros bancos, não é bom pro correntista.

Mais do que nunca, Nubank, Inter, C3 e afins passam a ser ainda mais boas opções de investimento.

Gibson Martinelli
15 de agosto de 2021 18:35

Isso é apenas uma forma dee vascuharem a vida financeira das pessoas com a falsa propaganda de mais crédito, na verdade são informações de todas as práticas financeiras da pessoa enquanto viva, é mais facilidade para financeiras bloquearem pessoas e dificultarem crédito para quem não pagaou alguma conta em sua vida. É UM SERASA, SPC autorizado.

Gibson Martinelli
15 de agosto de 2021 18:36

E um meio rápido de evitarem mais inadimplência do que fornecerem crédito, nada que vem de financeiras é para melhorar a vida das pessoas, fazem isso pensando nos seus negácios são piores do que políticos, só pensam nos seus rabos. CUIDADO!!!

Dan Bone
15 de agosto de 2021 22:32

Mais um meio de hackers terem acesso fácil aos seus dados. Não tenho o menor interesse nesse serviço, falar que é seguro é bem distante de ser seguro, open quer dizer aberto, no mínimo mais uma brecha para os hackers explorarem. Muita promessa é na prática não servirá pra muita coisa.

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