Terça-feira, 16 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Entenda o que é violência obstétrica, abuso que influencer relata ter sofrido do médico Renato Kalil

Compartilhe esta notícia:

Shantal Verdelho após o parto de Domênica, onde afirma ter sofrido violência obstétrica por parte de médico de SP. (Foto: Reprodução)

As agressões sofridas durante o parto pela influenciadora digital Shantal Verdelho, expostas em um vídeo viralizado em que ela aparece sendo xingada e tratada de forma rude pelo médico ginecologista Renato Kalil, e narradas também por ela nas redes sociais após a disseminação da gravação, trouxeram luz às questões ligadas à violência obstétrica, que, por ser um assunto pouco discutido na sociedade – e que sequer é reconhecido como crime – traz consigo uma série de dúvidas que são levantadas. Como reconhecer esse tipo de agressão? quais são os tipos de violência obstétrica? o que as vítimas devem fazer? Esclareça abaixo as principais questões sobre o tema, que tem repercutido entre mulheres e homens.

O que é considerado violência obstétrica?

A violência obstétrica inclui abusos que podem estar relacionados a ataques verbais, agressões físicas, negação do direito à acompanhante, privacidade, confidencialidade, preconceito e cuidado de qualidade. O puxo dirigido – prática de pedir para a mulher fazer força quando o bebê está prestes a nascer –, também é considerado um tipo de agressão.

Além disso, há outras iniciativas que acabaram sendo naturalizadas ao longo dos anos, e que ainda hoje acabam passando despercebidas pelas grávidas, como realizar cesárea sem indicação médica, episiotomia – corte realizado para ampliar o canal de parto –, e a manobra de Kristeller, quando a barriga da mulher é empurrada para facilitar o nascimento do bebê.

Prática machista que se também se tornou bastante comum, o chamado “ponto do marido” também é uma violência obstétrica, de mutilação genital, que muitas das vezes é feita sem que a própria mulher tenha conhecimento, após a episiotomia. Hoje condenada por médicos, especialistas e conselhos da área, a prática consiste em dar pontos além do necessário depois da episiotomia, no intuito de apertar a vagina e supostamente dar mais prazer ao homem.

Alguns dos exemplos de violência obstétrica são:

– Negar o tratamento durante o parto;

– Qualquer tipo de prática invasiva;

– Intervenção médica forçada;

– Humilhações verbais;

– Tratamento rude;

– Ignorar necessidades e dores sentidas pela mulher;

– Machismo;

– Preconceito por raça, cor, classe social, HIV, gênero ou qualquer outro;

– Qualquer tipo de negligência médica.

Quem pratica violência obstétrica?

A violência obstétrica não diz respeito apenas a médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde. Pode ser atribuída, também, à toda a estrutura de hospitais e clínicas.

O que a lei brasileira diz sobre a violência obstétrica?

A violência obstétrica não é prevista como crime no Código Penal brasileiro, mas os fatores que a constituem, sim. Especialistas afirmam que as mulheres que forem vítimas de algum dos procedimentos que caracterizam este tipo de agressão podem procurar os órgãos responsáveis para que denunciem a partir de outras prescrições do Código Penal, como lesão corporal, no caso da episiotomia e do “ponto do marido”, além de calúnia, difamação, injúria, homicídio em caso de negligência, entre outros.

O que aconteceu com Shantal Verdelho?

O caso da influenciadora digital veio à tona após um vídeo enviado por ela a amigos mostrar uma conduta machista e agressiva do médico durante o parto de sua filha, Domênica. “Faz força, porra” é uma das frases ditas pelo ginecologista e obstetra no parto, que durou cerca de 48 horas.

Um áudio vazado tem outros palavrões atribuídos a Kalil, que também aparece criticando a forma como Shantal faz força. A influencer responde, na gravação: “Eu estou fazendo. Eu sou a maior interessada nisso”.

“Ele me xinga o trabalho de parto inteiro. ‘Filha da mãe, ela não faz força direito. Viadinha. Que ódio. Não se mexe, porra’. Depois que revi tudo, foi horrível”, comentou a influencer, que tem mais de 1,5 milhão de seguidores.

Na mesma gravação, Shantal conta que Kalil não teria gostado de sua recusa em realizar a episiotomia, procedimento cirúrgico no períneo para facilitar a passagem do bebê. E acrescenta que Kalil falou de sua vagina para terceiros, perante o marido. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A fisioterapia é também uma aliada no tratamento de tumores
Duas doses da vacina da Pfizer oferecem proteção de 70% contra hospitalizações na África do Sul
Pode te interessar