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Carlos Alberto Chiarelli Entendendo e entendido

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Nos tempos de agora, os jovens aprofundaram-se na criação espontânea de uma linguagem. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Nos tempos de agora, os jovens aprofundaram-se na criação espontânea de uma linguagem. Também se fizeram autores de condutas sociais de valorização e de avaliação cultural. Deram vida por até entendimentos aligeirados de caráter eventual e a temas de maior relevância. Deram vida a partir de uma regra própria de interpretação do antigo retocado e aplicaram algumas fundamentações de hermenêutica. Na prática, não vetados, mas acoplados no palavreado comum; ou seja, no vestido de apresentação da unidade do falar: isto é, a palavra. Foram inovadores, também no progressivo comportar-se em grupo – sem regras prévias que cobrissem totalmente as interpretações inovadoras ou de simples imposição de grupo no palavreado.

Estas avançaram no convívio das palavras e através de uma mudança grupal (há casos de uma letra numa palavra que, surpreendentemente, ganhou direito de figurar nos tratados internacionais) posto que comprovadamente mais inteligível.

Há, e houve também, o avançar tecnológico que supera certos impedimentos, como os dos caminhos, traçados pela natureza, e que se tornaram desafiados e renovados pela velocidade que, dia após dia, supera instrumentos mensuráveis e se apresenta com via autônoma capaz de acelerá-la.

A civilização – simplifiquemos a auto gestão, às vezes reduzida à criatividade – que se faz a cada momento em grupos multiformes por motivação de alguns que, por uma identidade que se vai revelando, chega a “impor’’ comportamentos que os outros jovens nem sempre admitem com naturalidade.

Tal ocorre – nem sempre, mas muitas vezes – quando fruto de regras que têm um poder que parece dar-lhes um fortalecimento que permitiria (mal grado discutível) o vigor de um imposto. E, muitas vezes, é evidenciado que os jovens, por sua formação, seja por mentalidade ou por personalidade, acreditam ter o poder, fruto de regras autônomas que, no entanto, lhes deve reconhecer como titulares de um poder de oposição.

O “Estado de Juventude” tem o dom de introjetar-se e circunstancialmente acreditar na norma não formal que consegue circular no meio de um grupo que está sempre em transformação, mas que preserva uma similitude que tem, como substantivo, o de julgar-se habilitado e ser capaz de conviver com o direito de ser justo.

É o que vale para os mais crentes com sua formação quando capaz de crescer, mesmo sem ter chegado a um tempo mínimo de maturação, desafinados para assumir a carreira “solo”, posto que o grupo de idade mais baixa não parece habilitado a responder sem aspirar a liderar, o que o coloca num fator típico de mais respeitado, ainda que não constante no grupo jovem.

É que ele é capaz de viver, surpreendentemente, o que se verifica na botânica: a cissiparidade. É um inovar de força, mas que já terão tido capacidade em pouco tempo; de uma quantificação de vários capazes de logo, logo se fazerem muitos.

Saber compreendê-los, sem transfigurar-nos, é a missão de saber viver para quem já foi e não foge da aventura de entendê-los, conseguindo ser razoavelmente entendido.

* Carlos Alberto Chiarelli foi ministro da Integração Internacional e ministro da Educação.

* E-mails para carolchiarelli@hotmail.com

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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