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Geral Entrada em cena de Sérgio Moro vai alterar a campanha de Ciro Gomes à Presidência da República

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O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (Podemos) intensificou a busca por apoios na disputa de 2022. (Foto: Sérgio Lima/Podemos)

A entrada em cena de Sérgio Moro na sucessão, nas duas últimas semanas, mudou alguns planos da estratégia de Ciro Gomes, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Até aqui, Ciro buscou polarizar com Lula, batendo no petista sempre que podia. A partir de agora, vai mirar os seus mísseis verbais em Moro, de acordo com o colunista.

Ciro e Moro formam uma espécie de segundo pelotão dos candidatos a presidente, com algo entre 7% em 10% das intenções de votos cada um, dependendo da pesquisa – atrás de Lula de Bolsonaro, que ultrapassam os 20%.

A campanha de Ciro avalia que Moro não tirou votos do pedetista. Mas atrapalhou uma aguardada (pela campanha) subida de Ciro nas pesquisas em dezembro para algo em torno dos 13%. Por essa visão, Moro tirou votos de Bolsonaro, justamente de eleitores que poderiam migrar para o pedetista.

Ciro Gomes não vai deixar de atirar em Lula, mas pelo menos num primeiro momento dar atenção preferencial ao ex-juiz. Em resumo, é como se quisesse dizer ao eleitor: “a terceira via sou eu”.

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (Podemos) intensificou a busca por apoios na disputa de 2022. Embora haja uma profusão de nomes apresentados para concorrer à Presidência da República, o ex-juiz da Operação Lava-Jato tem procurado investir em partidos que ainda não puseram uma candidatura própria à mesa, do Centrão à terceira via.

Nos últimos dias, por exemplo, Moro e dirigentes do Podemos conversaram com Republicanos, Patriota, Novo, Cidadania e União Brasil, legenda que será resultado da fusão do DEM com o PSL. Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o Republicanos integra o Centrão e está na base do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Tem o deputado licenciado João Roma no comando do Ministério da Cidadania e Bolsonaro espera contar com o apoio do partido na campanha da reeleição, em 2022.

Mesmo assim, líderes do Republicanos não fecham a porta para Moro. O deputado Marcos Pereira, que comanda o partido, e sua colega de Câmara Renata Abreu, presidente do Podemos, são aliados de longa data.

Moro também tem conseguido adesões na área militar. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, se filiou ao Podemos. Nos bastidores há uma articulação para Santos Cruz ser vice de Moro. Alvo de uma rede de intrigas envolvendo o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o general foi demitido em junho de 2019, no primeiro ano de mandato do presidente.

Na prática, o ex-juiz da Lava-Jato está ampliando cada vez mais o leque de conversas em busca de apoio para sua candidatura ao Planalto. Na terça-feira (23), por exemplo, ele jantou com a bancada do Cidadania na Câmara. Organizador do encontro, o líder do partido, deputado Alex Manente (SP), fez elogios a Moro e disse ter “identidade” com as pautas que ele apresenta.

“Dialogamos com todas as forças da terceira via, tentando buscar uma unidade capaz de vencer Bolsonaro e o ex-presidente Lula. O Moro, na minha opinião, é o pré-candidato mais afirmativo desse campo”, avaliou Manente. O partido tem o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) como pré-candidato ao Palácio do Planalto, mas ele mesmo já garantiu abrir mão da disputa em nome de um concorrente com mais chances de enfrentar Lula e Bolsonaro. As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

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