Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Entre no carro, relaxe e deixe que o robô cuide do volante

Compartilhe esta notícia:

Carro autônomo do Google causou polêmica ao bater em um ônibus. (Crédito: Reprodução)

Quando um carro autônomo do Google entrou em uma pista a 3 quilômetros por hora e bateu na lateral de um ônibus, foi um barulho ouvido em todo o mundo. O acidente, revelado pela Alphabet, dona do gigante das buscas, foi assunto até na feira de automóveis de Gênova (Itália).

Um executivo em Gênova contou como um amigo ficou seriamente ferido quando uma mulher que mandava mensagens de texto enquanto dirigia entrou direto em um cruzamento e o derrubou da motocicleta.

O acidente ilustra como computadores e pessoas constituem uma combinação perfeita nas ruas. Robôs são muito bons em seguir regras – muitas vezes mais rápida e eficientemente do que pessoas, sem cansaço, distração ou embriaguez. Mas eles não são melhores do que os humanos em prever como os próprios humanos irão se comportar.

Isso parece algo para as gerações futuras tentarem entender, mas não é. A tecnologia para carros completamente autônomos já existe ou vai existir em breve. A maioria das grandes montadoras acredita que vai poder, em 2020, produzir e vender veículos capazes de guiarem a si mesmos pelas ruas das cidades e pistas de estradas.

Máquinas e gente.

Cerca de 33 mil pessoas são mortas todos os anos em acidentes de trânsito nos Estados Unidos, e 3,9 milhões são feridas, com 24 milhões de veículos danificados. Em torno de 92% dos acidentes envolvem erro humano – pessoas correndo ou distraídas. Nada disso aconteceria se computadores comandassem.

No entanto, vá a uma feira de automóveis e examine por um minuto o que está sendo exibido para a plateia majoritariamente masculina. Carros funcionais, é verdade, mas mais do que isso. Poder, excitação e velocidade – a satisfação de pisar em um pedal e a máquina obedecer. Um executivo elogiou um redesenho mais “arrojado e masculino”, outro “a emoção e a esportividade” de sua marca.

Um embate entre homem e máquina está quase diante de nós. Computadores derrotaram humanos no xadrez e no Go, um jogo de tabuleiro complexo. Logo eles serão melhor dirigindo. Será, então, lógico, e muito mais seguro, deixá-los fazer isso – transformar motoristas em passageiros, levados a seus destinos por “choferes-robôs”.

Tão perto, tão longe.

A coisa mais chocante é o quão perto a indústria acredita estar de fazer isso possível. Mas há muitas complicações a superar antes que os volantes possam ser removidos.

Autonomia completa requer mapas tridimensionais de alta definição para que veículos saibam exatamente onde estão. Também é preciso que eles se comuniquem com os outros veículos e com a infraestrutura, como semáforos.

O acidente do Google jamais aconteceria em um mundo adaptado à direção autônoma. O carro calculou que o ônibus ia parar, enquanto o motorista do ônibus esperava que o veículo parasse. O Google planeja programar seus automóveis para entender mais profundamente o comportamento de motoristas de ônibus. Boa sorte com isso.

Se o julgamento humano fosse removido completamente da equação, e o carro e o ônibus pudessem concordar, em milésimos de segundo, quem tem prioridade, o trânsito ficaria muito mais seguro. Não poderia haver humanos no banco da frente, no entanto, enquanto houver, robôs terão de adivinhar.

A indústria precisa focar em passageiros no lugar de motoristas. Carros autônomos podem ser propagandeados pelo estilo e conectividade, em vez da velocidade. No lugar de pessoas arriscando suas vidas mandando mensagens enquanto dirigem, elas poderiam ler, trabalhar ou navegar na internet no conforto do banco de trás.

Parece bom, e ninguém reclama de ter um chofer. Eu adotaria. A indústria pode desenvolver a tecnologia. Mas precisa pensar de forma diferente sobre seus clientes. (John Gapper/Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

iPhone tem recurso que facilita a sua vida no WhatsApp. Saiba como usar
Inter espera receber dinheiro da televisão para sair em busca de reforços
Pode te interessar