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Notícias Envolvidos na depredação de Brasília turbinam suas candidaturas com número da data de 8 de janeiro

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Partido com mais representantes na lista de nove postulantes é o PL de Jair Bolsonaro. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Os atos antidemocráticos de 8 de janeiro transformaram-se em trampolim político para algumas das pessoas que foram presas em Brasília naquele episódio. Nas eleições municipais deste ano, pelo menos nove manifestantes que chegaram a ser detidos estarão presentes nas urnas, como opção de voto, incluindo um candidato a prefeito.

Na campanha, os postulantes a cargos públicos não escondem a ligação com os ataques às sedes dos três Poderes. Ao contrário: o conteúdo alusivo à investida é compartilhado com frequência nas redes e chega a ilustrar a foto de perfil. Até o número de urna, terminado em 801, é usado para remeter ao episódio.

O partido com mais representantes na relação é o PL de Jair Bolsonaro, com três nomes. Foram justamente apoiadores do ex-presidente, que se recusavam a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022, os responsáveis pela depredação na capital federal. Há ainda filiados ao DC e ao Republicanos (dois cada), bem como ao Podemos e ao PP.

Na lista não constam condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que impossibilitaria o ingresso no pleito devido à Lei da Ficha Limpa, mas nomes formalmente investigados ou já denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) estarão nas urnas País afora. Também há postulantes que, após um período atrás das grades, firmaram acordos para dar fim aos processos.

Único candidato a prefeito da relação, Fabiano da Silva (DC) ingressou na disputa em Itajaí, quarto município mais populoso de Santa Catarina. Ele foi preso pela investida golpista no próprio 8 de janeiro e acabou denunciado pela PGR por incitação ao crime e associação criminosa. Ele é alvo do inquérito do STF que tratou de autores intelectuais e pessoas que instigaram a depredação na capital federal.

Nas redes, o candidato ostenta o apelido “Direita Santa Catarina”e usa como foto de perfil uma imagem publicada no dia anterior aos ataques, com os dizeres “Rumo a Brasília”. Essa não é a primeira eleição de Fabiano da Silva, que desde 2010 se cacifa à suplência da Câmara da cidade ou da Assembleia Legislativa catarinense.

Acordos com a PGR

Xanxerê (SC) também tem um candidato vinculado aos atos antidemocráticos. Investigado no mesmo inquérito que Fabiano, Ademar Guinzelli (Republicanos) briga para ser eleito vereador na cidade a quase 400 quilômetros da capital Florianópolis.

Também de Santa Catarina, o pastor Dirlei Paiz (PL) é suspeito de organizar e divulgar a chamada “Festa da Selma”, como foi apelidada a convocação de caravanas a Brasília no fim de semana de 8 de janeiro. Preso pela Polícia Federal (PF) em agosto do ano passado, numa das fases da operação Lesa Pátria, está solto desde dezembro e tenta se eleger vereador em Blumenau.

Susi Bittencourt (PL) aposta abertamente no 8 de janeiro como estratégia da campanha a vereadora em Rio das Ostras (RJ). Em vídeo publicado nas redes, ela narra a prisão pós-ataques e chama o local para onde os detidos foram levados de “campo de concentração improvisado”.

Em outra publicação, ela expõe imagens no dia dos atos, mas alega que foi a Brasília para participar de um protesto pacífico e que nem chegou a entrar nos prédios públicos. A candidata também exibe fotos na praia em que desponta uma tornozeleira eletrônica decorada com a bandeira do Brasil. Susi conta ter passado 52 dias presa, sendo liberada sob um Acordo de Não Persecução Penal firmado com a PGR.

Renata Brasil (PL), candidata a vereadora em Serra (ES), emprega tática semelhante. Ela responde por uma ação penal no STF e utiliza referências aos atos em sua campanha: “Vigilante Renata Brasil pré-candidata a vereadora. A única vigilante presa política do Brasil”, escreveu nas redes.

Tanto Renata quanto Karine Cagliari Villa, a Kari Patriota (Podemos), que tenta se tornar vereadora em Caxias de Sul (RS), optaram por terminar seus números de urna em 801, numa referência direta à data dos ataques golpistas.

Em entrevista publicada nas próprias redes, Karine admite que responde por uma ação no STF e usa tornozeleira eletrônica, mas frisa que não assinou acordo “admitindo culpa” pelos atos e nega ter se envolvido diretamente com a depredação: “Não foi em vão a minha ida a Brasília”, diz. A candidata tornou-se ré em maio do ano passado e teve a prisão convertida em liberdade provisória.

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