Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

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Política Equipe econômica e Câmara dos Deputados divergem sobre prioridade nas reformas

O Congresso retoma os trabalhos em fevereiro após o recesso

Foto: Agência Brasil
Inicialmente, proposta previa que o Congresso tivesse o controle de R$ 46 bi da União neste ano eleitoral. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Enquanto a equipe econômica do governo emite sinais de que dará prioridade à reforma administrativa, a partir de fevereiro, líderes na Câmara dos Deputados se dizem mais convencidos da urgência da reforma tributária.

A dissonância já foi notada por economistas e gestores, que temem que a falta de definição sobre o que é mais importante faça a economia brasileira perder o ritmo. O alerta é de que a situação do País não está arrumada – a Previdência foi o primeiro degrau – e a classe política indica que relaxou.

Apesar de pouco atrativa ao meio político, a medida de maior urgência para analistas econômicos é a PEC Emergencial, que aperta as despesas do governo e assegura a sobrevida do teto de gastos. Sem ela, o teto explode em 2021. Já as reformas tributária e a administrativa não colocam R$ 1 na mão do governo no curto prazo.

Conforme analistas, o déficit nas contas públicas deve voltar a crescer neste ano e, se nenhuma nova reforma andar no Congresso, as taxas de juros voltarão a subir antes do previsto.

O presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), disse que Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) firmaram na sexta-feira (24) o plano de tentar votar a reforma tributária em abril no plenário da Câmara, dando margem para o Senado concluir a tramitação antes do recesso de julho, de acordo com informações da Coluna Painel.

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