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Mundo Equipes internacionais de resgate chegaram à Venezuela para buscar sobreviventes dos terremotos

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Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 integrantes de equipes de resgate. (Foto: Reprodução/Exercito México)

O governo da Venezuela informou nesse sábado (27) que 1.600 membros de equipes de resgate estrangeiras chegaram para ajudar nas buscas por sobreviventes dos devastadores terremotos gêmeos que mataram mais de 900 pessoas nessa semana, ao mesmo tempo em que restringiu o acesso ao Estado mais afetado.

Moradores e voluntários em La Guaira, um destino popular entre banhistas, onde pelo menos 100 prédios – muitos deles arranha-céus residenciais – foram destruídos ou danificados, vêm denunciando há dias a falta de equipamentos pesados e a presença limitada das autoridades, enquanto trabalham para resgatar vivos e mortos dos escombros.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse em um discurso transmitido durante a madrugada pela televisão estatal que mais 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14 mil militares e policiais estavam em La Guaira para patrulhar e tomar medidas sanitárias.

“Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate, e nas próximas 24 horas está prevista a chegada de mais 25 voos”, disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

“Agradecemos à comunidade internacional pelo apoio e solidariedade durante esses momentos de incerteza para os venezuelanos”, acrescentou Blanco no X no sábado (27).

O governo brasileiro, que já havia anunciado o envio de dois aviões da Força Aérea com equipes e materiais de ajuda humanitária, informou o envio nesse sábado de uma terceira aeronave “com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha”. Segundo o comunicado, “ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela”.

Área atingidas

As equipes de resgate têm se deslocado para locais nos arredores do Estado de La Guaira e da capital da Venezuela, Caracas, embora na sexta-feira (26) algumas áreas ainda estivessem praticamente sem presença oficial, enquanto famílias e vizinhos lutavam para encontrar entes queridos desaparecidos nos escombros, às vezes cavando com as próprias mãos.

Autoridades fecharam a estrada entre La Guaira e a vizinha Caracas na noite de sexta-feira, alegando que o tráfego intenso estava impedindo a passagem rápida de veículos de emergência e equipes oficiais de resgate.

O governo havia prometido que jornalistas credenciados poderiam chegar à área, mas apenas em ônibus do governo, devido ao risco de contágio. Até o meio-dia de sábado, nenhum ônibus havia transportado jornalistas.

Repórteres da mídia estatal foram autorizados a entrar e informaram à televisão estatal que os resgates estavam em andamento.

Civis que não fazem parte das equipes oficiais de resgate precisarão de uma credencial para passar pelo bloqueio na estrada, e testemunhas da Reuters foram impedidas pela polícia de usar a estrada principal na manhã dess sábado, enquanto uma estrada secundária mais antiga estava congestionada.

Energia elétrica

Embora a energia continuasse cortada perto do epicentro dos terremotos em Morón na sexta-feira, bem como totalmente interrompida em La Guaira, o serviço estava sendo restaurado em outros locais, com Rodríguez afirmando que 60% do fornecimento de energia elétrica já havia sido restabelecido.

A rede elétrica da Venezuela, prejudicada por anos de subinvestimento e sanções econômicas, enfrenta problemas regularmente, levando a apagões diários que duram horas em algumas regiões.
Embora o governo tenha afirmado que centenas de pessoas estão desaparecidas ou presas, mais de 54.000 pessoas constam como desaparecidas em um site promovido pela oposição do país.

Desaparecidos

Embora o governo tenha afirmado que centenas de pessoas estão desaparecidas ou presas, mais de 54.000 pessoas constam como desaparecidas em um site promovido pela oposição do País. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estimou que mais de 10.000 mortes podem ter ocorrido devido aos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, o que os colocaria entre os mais mortíferos da América Latina no último século. (Com informações da Folha de S. Paulo e UOL)

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