Quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2026
Entidade nepalesa estima que pelo menos 500 dos 900 trabalhadores desaparecidos em 12 projetos hidrelétricos estejam presos nos túneis.
Foto: ReproduçãoEquipes de resgate tentam alcançar, nesta segunda-feira (31), mais de 900 trabalhadores que estão presos em túneis de usinas hidrelétricas no Nepal. As estruturas foram atingidas por deslizamentos de lama provocados pelas enchentes repentinas que atingiram a região de fronteira entre o Nepal e a China na última quarta-feira (26). O desastre deixou, até o momento, 955 mortos e 4.471 desaparecidos.
O presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal (IPPAN, na sigla em inglês), Mohan Kumar Dangi, afirmou que pelo menos 900 trabalhadores ainda não foram localizados em 12 projetos hidrelétricos danificados pelas enchentes nos distritos de Rasuwa e Nuwakot.
Segundo Dangi, estima-se que pelo menos 500 dos trabalhadores desaparecidos estejam presos dentro dos túneis. As autoridades locais, no entanto, apresentaram números diferentes. Equipes estrangeiras também auxiliam os socorristas nepaleses nas operações de busca e resgate.
O presidente da IPPAN afirmou que alguns trabalhadores conseguiram entrar em contato e pedir ajuda no momento do desastre. Outros que conseguiram escapar relataram às autoridades e aos familiares que muitos colegas ainda permaneciam dentro dos túneis. Seis dias após as enchentes, porém, aumentam os temores de que parte dos trabalhadores possa ter morrido por falta de oxigênio.
O geocientista Jakob Steiner, da Universidade de Graz, na Áustria, afirmou que os túneis oferecem espaço suficiente para que algumas pessoas possam ter se refugiado e que determinados pontos podem ainda apresentar condições de oxigenação. Especialistas alertam, entretanto, que as chances de encontrar sobreviventes diminuem à medida que o tempo passa.
“Estamos trabalhando nas buscas e no resgate das pessoas que ficaram presas em áreas montanhosas, comunidades e regiões de rios”, afirmou o porta-voz do Exército do Nepal, general de brigada Raja Ram Basnet.
De acordo com a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, 939 pessoas morreram e 3.925 estão desaparecidas no país. No Tibete, segundo informações divulgadas pela imprensa chinesa, foram registradas 16 mortes e 546 desaparecidos.
Somados os números dos dois países, o desastre já deixou 955 mortos e 4.471 desaparecidos. As equipes de emergência continuam concentradas na localização dos trabalhadores desaparecidos e no atendimento às comunidades afetadas pelas enchentes e pelos deslizamentos.
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