Terça-feira, 15 de setembro de 2026

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Política Escritório do advogado Nelson Wilians emitiu notas que somam R$ 37 milhões para empresa fantasma de Curaçao, aponta a Polícia Federal

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Investigação aponta que documentos teriam sido usados para justificar a entrada de dinheiro no Brasil. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O escritório do advogado Nelson Wilians emitiu notas que somam R$ 37,8 milhões para uma empresa fantasma sediada em Curaçao, no Caribe, em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo jogos de azar online e evasão de divisas, segundo investigação da Polícia Federal (PF).

Nelson Wilians foi um dos 17 alvos de busca e apreensão da Operação Arena, deflagrada na última semana. A operação investiga um grupo empresarial do Nordeste suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

O valor teria sido pago ao escritório pela PixStar, apontada pelos investigadores como uma empresa fictícia utilizada para dar aparência legal à movimentação de recursos.

Segundo a investigação, as notas fiscais não especificavam de forma concreta os serviços que teriam sido prestados. Elas eram emitidas conforme surgia a necessidade de justificar a entrada dos valores no Brasil e “formar caixa”, segundo os investigadores.

Ao todo, as 15 notas fiscais identificadas pela PF somam R$ 37.824.000. O escritório de Nelson Wilians aparece, segundo a investigação, como um dos principais beneficiários das movimentações envolvendo a PixStar.

Para a PF, as notas serviam para justificar a entrada de somas milionárias no Brasil sob a aparência de pagamentos por serviços advocatícios. A suspeita é de que os valores estivessem relacionados às atividades de jogos de azar e apostas esportivas investigadas pela operação.

Segundo a investigação, a PixStar era usada como um “ardil” para sustentar a narrativa de que a atividade de apostas era exercida fora do Brasil antes da autorização legal desse tipo de operação no país.

Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck – que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório do seu cliente e a PixBet “é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia”.

“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas. O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, afirmou.

“É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa”, completou a nota.

Wilians é dono de um dos maiores escritórios de advocacia empresarial do Brasil e soma 1,4 milhão de seguidores em uma rede social. Em setembro do ano passado, ele também havia sido alvo da PF por suposta participação em esquema de fraudes e desvios do INSS.

Operação Arena

A operação foi autorizada pela Justiça Federal da Paraíba e também determinou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão. No total, 17 mandados de busca e apreensão foram expedidos nos Estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

O principal alvo da investigação é a PixBet, empresa da Paraíba. Segundo a PF, foram identificados pagamentos entre a PixBet e a PixStar, sediada em Curaçao.

Nelson Wilians é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo investigado e de ocultar bens que teriam sido obtidos de forma ilegal, segundo a investigação.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

A defesa de Nelson Wilians afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços de advocacia.

Segundo o advogado Santiago Schunck, que representa Wilians, a atuação do escritório se limita ao exercício regular da advocacia e não se confunde com as atividades empresariais dos clientes.

“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas. O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, afirmou.

“É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa”, completou a nota. (Com informações do portal de notícias g1)

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Eloa Gute
17 de agosto de 2026 07:30

Que governo é esse que não colocou esse cara no fundo da cadeia, junto com os outros presos?? Parece que quem tem dinheiro rouba dificilmente, são privilegiados, porque?? São ladrões!

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