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Mundo Especialistas da Noruega recomendam não aprovar as vacinas de Oxford e da Johnson & Johnson no país

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FDA concluiu que benefícios superam riscos e atestou segurança e eficácia dos imunizantes. (Foto: Reprodução)

Um comitê de especialistas instalado pelo governo norueguês se pronunciou, nesta segunda-feira (10/5), contra a autorização das vacinas antiCOVID da AstraZeneca e da Johnson & Johnson (J&J), devido ao risco de efeitos colaterais graves, embora raros.

“Nós não recomendamos o uso das vacinas de vetores virais no programa nacional de vacinação”, declarou o presidente do comitê, Lars Vorland, ao entregar seu relatório.

“É, certamente, por causa dos efeitos colaterais graves” observados em uma ínfima parte das pessoas que receberam estas vacinas, acrescentou Vorland.

O ministro da Saúde, Bent Høie, que recebeu o relatório, não divulgou a posição do governo.

Em 11 de março, a Noruega suspendeu o uso da vacina da AstraZeneca para estudar em detalhe seus efeitos colaterais – raros, mas potencialmente graves.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendaram que se continue a usar a vacina da AstraZeneca, considerando que seus benefícios superam os riscos.

A vacina da americana J&J, que não foi enviada para a Noruega, também provocou raros casos de trombose nos Estados Unidos.

Até agora, a Dinamarca é o único país que renunciou, oficialmente, ao uso das vacinas da AstraZeneca e da J&J.

União Europeia

O comissário europeu para o Comércio Interno, Thierry Breton, confirmou que o bloco europeu não renovou o contrato para a compra de mais vacinas anticovid da AstraZeneca/Oxford.

“Não renovamos a compra após junho. Vamos ver o que acontecerá”, disse Breton em entrevista à France Inter. Na sua fala, o comissário não fez críticas diretas à empresa, apenas ressaltou que essa é “uma vacina muito interessante e muito boa”, sobretudo por suas “condições logística e de conservação”.

A pausa nas compras ocorre depois dos sucessivos atrasos nas entregas do imunizante e uma série de críticas públicas feitas pelos líderes da União Europeia, além da suspensão da aplicação por conta das reações adversas que causaram coágulos.

Durante a entrevista, Breton ainda enalteceu a Pfizer, que produz vacina com a BioNTech e com a qual foi fechado durante o fim de semana um novo contrato que prevê a compra de até 1,8 bilhão de doses, e disse que o bloco já está trabalhando com a farmacêutica “nas vacinas da 2ª geração”.

Nesta segunda (10), um dos porta-vozes da Comissão Europeia confirmou a informação e destacou que “a entrega de todas as doses contratadas do contrato em vigor com a AstraZeneca é prioridade”.

Disse que o contrato estará em vigor até a entrega da última dose, além de ser importante para o portfólio europeu, e ressaltou que a empresa não “respeitou” os compromissos contratuais e, por isso, a Comissão iniciou uma ação judicial.

“No passado, já havíamos informado que não exercitaríamos a opção de compra de mais 100 milhões de doses adicionais. Não podemos mais falar sobre o futuro”, destacou à imprensa.

Conforme dados da Comissão Europeia, das 120 milhões de doses que deveriam ter sido entregues no 1º semestre, que termina no próximo mês, apenas 31,2 milhões foram de fato enviadas. O contrato firmado prevê o envio de 400 milhões de doses até o fim do ano de 2021.

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