Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Light Drizzle

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Especialistas temem que o serviço de transferência de dinheiro pelo WhatsApp dê margem ao surgimento de novos golpes

Compartilhe esta notícia:

Homem que se diz "orgulhoso de sua raça" terá de cumprir 365 horas de serviços comunitários. (Foto: Reprodução)

A transferência por WhatsApp pode virar uma comodidade a mais, mas também uma fonte de dor de cabeça, segundo especialistas. O líder em inteligência de ameaças da Axur, Eduardo Schultze, avalia que, ao tentar facilitar e baratear transferências, o BC (Banco Central) abre portas para a aplicação de novos golpes através do aplicativo de mensagens:

“É uma facilidade porque o WhatsApp é uma ferramenta de negócios para pequenos comerciantes. Mas tudo que facilita a nossa vida também facilita a dos bandidos. E o ponto negativo é que, ao não precisar passar por um aplicativo de banco para concluir a transação, você perde a rastreabilidade. Assim, vai ser muito mais difícil recuperar o dinheiro.”

Segundo a Psafe, mais de 5 milhões de brasileiros tiveram números de WhatsApp clonados no ano passado.

O WhatsApp não tem data para lançar o serviço, mas diz que ele estará disponível o mais breve possível. Ainda não há detalhes sobre o seu funcionamento. Mesmo assim, Schultze sugere que, após clonar o WhatsApp da vítima, o criminoso poderia pedir empréstimos para amigos e depois, ao receber os valores, transferi-los para uma conta de seu domínio.

Na opinião do diretor do laboratório de cibersegurança da PSafe, Emilio Simoni, para efetuar fraudes financeiras, além de clonar o WhatsApp da vítima, o criminoso precisa estar de posse do código PIN cadastrado. “É através de um primeiro contato com a possível vítima que os cibercriminosos utilizam engenharia social para convencê-la a passar seu código PIN, com o qual pode obter acesso a um WhatsApp indevidamente.”

Patrícia Thomazeli, advogada especialista em Direito Bancário e sócia de Rennó Penteado Sampaio Advogados, avalia que a aprovação do Banco Central traz mais segurança ao usuário no quesito proteção de dados e cibersegurança.

Arranjos autorizados

Foram autorizados “dois arranjos de pagamento classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa do Brasil Empreendimentos Ltda. (Visa) e pela Mastercard Brasil Soluções de Pagamento Ltda. (Mastercard); e de uma instituição de pagamentos na modalidade Iniciador de Transações de Pagamentos pela Facebook Pagamentos do Brasil Ltda”.

Segundo o BC, “esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensageria instantânea do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários”.

As autorizações “não incluem os pleitos da Visa e da Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise no BC. O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos”. As informações são do jornal O Globo e do BC.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Prazo acaba e ganhador não aparece: o prêmio esquecido da Mega da Virada de 162 milhões de reais pode parar na Justiça
Na Espanha, as regras contra o coronavírus são mais permissivas para quem é estrangeiro e causam revolta
Pode te interessar