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Especialistas temem que o serviço de transferência de dinheiro pelo WhatsApp dê margem ao surgimento de novos golpes

Homem que se diz "orgulhoso de sua raça" terá de cumprir 365 horas de serviços comunitários. (Foto: Reprodução)

A transferência por WhatsApp pode virar uma comodidade a mais, mas também uma fonte de dor de cabeça, segundo especialistas. O líder em inteligência de ameaças da Axur, Eduardo Schultze, avalia que, ao tentar facilitar e baratear transferências, o BC (Banco Central) abre portas para a aplicação de novos golpes através do aplicativo de mensagens:

“É uma facilidade porque o WhatsApp é uma ferramenta de negócios para pequenos comerciantes. Mas tudo que facilita a nossa vida também facilita a dos bandidos. E o ponto negativo é que, ao não precisar passar por um aplicativo de banco para concluir a transação, você perde a rastreabilidade. Assim, vai ser muito mais difícil recuperar o dinheiro.”

Segundo a Psafe, mais de 5 milhões de brasileiros tiveram números de WhatsApp clonados no ano passado.

O WhatsApp não tem data para lançar o serviço, mas diz que ele estará disponível o mais breve possível. Ainda não há detalhes sobre o seu funcionamento. Mesmo assim, Schultze sugere que, após clonar o WhatsApp da vítima, o criminoso poderia pedir empréstimos para amigos e depois, ao receber os valores, transferi-los para uma conta de seu domínio.

Na opinião do diretor do laboratório de cibersegurança da PSafe, Emilio Simoni, para efetuar fraudes financeiras, além de clonar o WhatsApp da vítima, o criminoso precisa estar de posse do código PIN cadastrado. “É através de um primeiro contato com a possível vítima que os cibercriminosos utilizam engenharia social para convencê-la a passar seu código PIN, com o qual pode obter acesso a um WhatsApp indevidamente.”

Patrícia Thomazeli, advogada especialista em Direito Bancário e sócia de Rennó Penteado Sampaio Advogados, avalia que a aprovação do Banco Central traz mais segurança ao usuário no quesito proteção de dados e cibersegurança.

Arranjos autorizados

Foram autorizados “dois arranjos de pagamento classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa do Brasil Empreendimentos Ltda. (Visa) e pela Mastercard Brasil Soluções de Pagamento Ltda. (Mastercard); e de uma instituição de pagamentos na modalidade Iniciador de Transações de Pagamentos pela Facebook Pagamentos do Brasil Ltda”.

Segundo o BC, “esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensageria instantânea do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários”.

As autorizações “não incluem os pleitos da Visa e da Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise no BC. O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos”. As informações são do jornal O Globo e do BC.

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