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Brasil “Espero que essa seja a última semana de quarentena”, diz Bolsonaro

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Bolsonaro voltou a citar as medidas de isolamento social como ações "excessivas". (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa segunda-feira (20), que espera chegar ao fim da quarentena em razão do coronavírus já nesta semana. O presidente voltou a citar as medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos como ações “excessivas” em alguns Estados e que “não atingiram seu objetivo”.

“Dá para recuperar o Brasil ainda. Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa, porque a geladeira está vazia”, afirmou o presidente.

Para autoridades sanitárias, incluindo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o isolamento social é a melhor forma de evitar a propagação do novo coronavírus. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou oficialmente 40.581 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus e 2.575 mortes.

Antes de deixar o cargo na pasta da Saúde, o agora ex-ministro Luiz Henrique Mandetta chegou a falar em “dias duros” da doença entre maio e junho, ou até julho (mês já descoberto pelo auxílio emergencial). Por e-mail, o Ministério da Saúde informou que as notificações por doenças respiratórias costumam crescer no País entre o início de maio e meados de agosto.

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que Estados e municípios têm o poder de estabelecer políticas de saúde, inclusive questões de quarentena e a classificação dos serviços essenciais. O Supremo julgou o questionamento da medida provisória que concentrava no governo federal decisões sobre o combate à pandemia.

Na semana passada, o governo de São Paulo, Estado mais afetado pela doença, prorrogou as restrições ao comércio até o dia 10 de maio. A determinação vale para todos os 645 municípios paulistas. Pernambuco também prorrogou as medidas de distanciamento até 30 de abril. Já o governo do Distrito Federal estuda uma reabertura do comércio a partir do dia 3 de maio, mas deve manter as escolas fechadas até o dia 31 daquele mês.

Como tem repetido nos últimos dias, Bolsonaro destacou que 70% da população será contaminada pelo vírus. Ele também voltou a destacar os efeitos da pandemia na economia brasileira.

“A situação econômica do Brasil está se agravando, cada ponto porcentual de decrescimento para o Brasil, ou cada ponto porcentual de mais desemprego, a consequência é a violência, o caos, são mortes, a fome, a desgraça, tudo que está aí”, declarou pela manhã, ao sair do Palácio do Alvorada.

O presidente disse ainda que conduz o País de acordo com os interesses da população e fez menção à demissão de Luiz Henrique Mandetta, que defendia as ações de isolamento.

“Se tiver que demitir qualquer ministro, demito”, afirmou. E acrescentou que a fala não era uma ameaça: “Não tem ameaça da minha parte, mas se ele desviar daquilo que eu prometi durante a pré-campanha e a campanha, lamentavelmente, ele está no governo errado, vai para outro barco, vai tentar em 22”.

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