Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2024
Os policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro
Foto: PF/DivulgaçãoA PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Vigilância Aproximada com o objetivo de investigar uma organização criminosa que teria se instalado na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial.
Um dos alvos da ação é o ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a agência no governo de Jair Bolsonaro. Buscas foram feitas no gabinete de Ramagem, no apartamento funcional da Câmara ocupado por ele em Brasília e na sua residência no Rio.
No total, os policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão imediata do exercício das funções públicas de sete policiais federais. As ordens judiciais foram cumpridas em Brasília (DF), Juiz de Fora (MG), São João Del-Rei (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é uma continuação das investigações da Operação Última Milha, deflagrada em 20 de outubro de 2023. As provas obtidas a partir das diligências executadas pela PF na época indicam que o grupo criminoso criou uma estrutura paralela na Abin e utilizou ferramentas e serviços da agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da PF.
Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.
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“”A investigação tem apurado que de fato houve durante um período o monitoramento de muitas pessoas, estima-se em torno de 30 mil pessoas, clandestinamente, ou seja, de maneira ilegal”, disse o chefe da PF em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, em 4 de janeiro. “Esses dados de monitoramento dos cidadãos brasileiros estavam armazenados em nuvens em Israel, porque a empresa responsável por essa ferramenta é israelense.”
Em
ABIN Paraguaia….pois não pegou a quadrilha do G DIAS, din@o, luladrã@, planejando o ocorrido em Janeiro….
O MAIOR CRIME CONTRA A NAÇÃO BRASILEIRA.
Tudo para desviar o foco do assassinato daquela inútil da tal Mariele.
Só espero que alguém abra o bica e denuncie o mandante. Não sei porque ainda não o fizeram!
O relato do que aconteceu nos porões da Abin de Ramagem, Bolsonaro e Heleno é chocante. Além dos programas espiões, os agentes que se envolveram nessas ilegalidades usaram drones e câmeras para monitorar adversários. É tudo chocante pela gravidade e pela certeza de impunidade. Grave, MUITO grave.