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Notícias “Esqueçam, eu não vou renunciar”, diz presidente da Câmara dos Deputados

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Eduardo Cunha negou que esteja sofrendo pressão para sair da presidência da Câmara. (Foto: Joel Rodrigues/Folhapress)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na segunda-feira que se sente em condições e com legitimidade para continuar comandando a Casa. A declaração de Cunha ocorre após a divulgação de documentos que comprovariam a existência de contas na Suíça em seu nome e de familiares.
“Aqui [da presidência da Câmara] só cabe uma maneira de eu sair, que é renunciar, e eu não vou renunciar. Então, aqueles que acham que podem contar com minha renúncia, esqueçam, eu não vou renunciar”, afirmou.
Cunha respondeu às declarações da presidenta Dilma Rousseff, que, na Suécia, disse lamentar que as denúncias divulgadas pela mídia nos últimos dias contra o presidente da Câmara envolvam um brasileiro. “Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”, afirmou Dilma.
O deputado negou que esteja sofrendo pressão para sair da presidência e disse que está em busca do apoio de aliados e do PMDB para permanecer no comando da Câmara, e chamou de especulações as informações divulgadas a esse respeito.  Em razão das denúncias, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a abertura de investigação contra Cunha. O pedido foi aceito pelo ministro Teori Zavaski, relator dos projetos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. De acordo com a procuradoria, Cunha recebeu  5 milhões de dólares em contrato de navios-sonda para a Petrobras.

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