Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Ciência A Estação Espacial Internacional vai ter um equipamento brasileiro para reciclar plástico

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Ferramenta foi feita com plástico usando uma impressora 3D. (Foto: Nasa)

Uma parceria entre uma empresa brasileira e uma norte-americana levará à Estação Espacial Internacional, no ano que vem, a primeira recicladora de embalagens plásticas. A ideia é tornar a exploração espacial cada vez mais independente de recursos da Terra – passo essencial para o futuro estabelecimento de bases e colônias na Lua e em Marte, planos que, acredite ou não, estão sendo discutidos a sério por empresas e agências espaciais de todo o mundo para as próximas décadas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A recicladora é da mesma fabricante da primeira impressora 3D já instalada no espaço, a empresa americana Made in Space. O primeiro sistema de impressão 3D, que permite criar objetos plásticos sob medida a partir de modelos digitais – desde peças de reposição até obras de arte –, foi levado ao espaço em 2014.

Desde então, a Made in Space e a empresa brasileira Braskem firmaram uma parceria para criar uma segunda impressora 3D espacial, desta vez capaz de usar como matéria-prima o Plástico Verde, um polímero desenvolvido pela indústria nacional a partir da cana-deaçúcar. Normalmente, materiais plásticos são derivados do petróleo.

Foi necessário mais de um ano de trabalho da Braskem, ao lado da Made in Space, para a elaboração de uma solução para a impressão 3D em ambientes de gravidade zero, que envolveu também modificações na máquina e na sua condição de operação”, disse à Folha de S. Paulo Patrick Teyssonneyre, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem.

No ano passado, essa nova impressora 3D da estação foi levada ao espaço pelo cargueiro Cygnus, da empresa Orbital, a serviço da Nasa, e já foi amplamente testada, com o Plástico Verde e outros materiais. Para fechar o ciclo, faltava a recicladora, cujo projeto será apresentado no Brasil nesta quarta-feira (18), em evento no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), com uma palestra de Andrew Rush, presidente da Made in Space.

A máquina em si ainda está sendo desenvolvida, mas deve trabalhar fazendo a moagem e a extrusão do material plástico, que então sai na forma de um filamento já adequado ao uso pela impressora 3D a bordo da estação. Além do Plástico Verde da Braskem, ela também poderá operar com outros tipos de plástico.

Se o conceito de impressão 3D já está fazendo marolas na Terra (hoje desde brinquedos até casas inteiras já podem ser feitas usando essa tecnologia), no espaço, a gama de aplicações é ainda maior.

É a primeira tecnologia de manufatura no espaço”, destaca Rush. “Ela nos permite criar objetos no espaço, economizar tempo e dinheiro em processos de produção, e elimina a necessidade de projetar peças para primeiro sobreviverem ao lançamento. Agora podemos fazer estruturas no espaço que são otimizadas para aquele ambiente.”

Há grande expectativa sobre os benefícios do projeto. A impressão 3D no espaço foi definida pela Nasa como um dos avanços necessários para uma eventual missão a Marte”, complementa Teyssonneyre.

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