Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de maio de 2021
O Estado do Texas, no sul dos Estados Unidos, executou um assassino condenado, apesar de seu pedido de clemência feito por meio de um vídeo ao governador.
No vídeo de quatro minutos, gravado na sala de visitas da prisão e postado online pelo jornal The New York Times, Quintin Jones pediu ao governador republicano Greg Abbott que transformasse sua sentença de morte em prisão perpétua.
“Eu matei alguém há 20 anos, mas já não sou como era. Virei um homem no corredor da morte”, disse Jones, que tinha 41 anos, condenado à morte por injeção letal na prisão de Huntsville.
Em 1999, Jones espancou sua tia-avó de 83 anos até a morte com um taco de beisebol e depois roubou US$ 30 para comprar drogas.
Apoiadores de Jones, incluindo a irmã da vítima e a atriz Sarah Paulson, iniciaram uma petição online pedindo a Abbott que lhe concedesse clemência.
Biden se opõe à pena de morte e Jones foi a primeira execução desde que o presidente democrata iniciou seu mandato em janeiro.
Em 2020, sob o mandato do então presidente republicano Donald Trump, foram cumpridas 13 sentenças de morte.
Escolha
O Estado americano da Carolina do Sul introduziu uma lei que obriga condenados à morte a escolher entre o pelotão de fuzilamento e a cadeira elétrica, após a falta de substâncias para injeção letal ter paralisado as execuções por uma década.
“Neste fim de semana, assinei uma lei que permitirá ao estado aplicar a pena de morte. As famílias e entes queridos das vítimas têm o direito de chorar e buscar justiça por meio da lei. Agora podemos fazer isso”, declarou o governador do estado, Henry McMaster, no Twitter.
A lei torna a cadeira elétrica a primeira opção para um prisioneiro no corredor da morte em vez da injeção letal, e autoriza a formação de um pelotão de fuzilamento, que passa a ser a segunda opção.
A execução por injeção voltará a ser a opção prioritária quando estiverem disponíveis as substâncias necessárias, de acordo com o texto.
Até agora, o condenado à morte tinha que escolher entre a cadeira e a injeção, sendo esta última a escolha automática caso se recusasse a optar.
A organização de ajuda aos presos Incarcerated Outreach Network, com sede na Carolina do Sul, denunciou a decisão no Twitter como “horrível, chocante e abominável”.
Para o representante local da principal organização de direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), Frank Knaack, o estado “encontrou uma nova maneira de reiniciar as execuções dentro de um sistema racista, arbitrário e sujeito a erros”.
“O sistema de justiça da Carolina do Sul comete erros, mas a pena de morte é irreversível”, acrescentou Knaack em um comunicado, observando que pessoas de cor representam mais da metade dos condenados à morte, mas apenas 27% da população americana.
No Estado, a cadeira elétrica não é usada desde 2008 e a última execução por injeção foi em maio de 2011, de acordo com o governo local.
A Carolina do Sul é o quarto Estado dos Estados Unidos a permitir a pena de morte por pelotão de fuzilamento, junto com Mississippi, Oklahoma e Utah, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.
Apenas três condenados morreram alvejados por um pelotão de fuzilamento, todos em Utah, desde que a Suprema Corte restabeleceu a pena de morte em 1976.
Os comentários estão desativados.