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Mundo Estados Unidos alertam companhias aéreas sobre riscos de voos no espaço aéreo das Américas

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Porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, no Caribe. (Foto: (Reprodução/Comando Sul dos EUA)

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) informou que passou a emitir alertas às companhias aéreas com recomendações para manter atenção redobrada em voos que cruzam a América Central e áreas da América do Sul. A orientação leva em conta o risco de possíveis ações militares e de interferências em sinais de GPS.

Segundo a agência, os avisos aos aviadores incluem o México, países da América Central, além do Equador, da Colômbia e de trechos do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico. As notificações entraram em vigor na sexta-feira e terão validade de 60 dias.

Os alertas são emitidos em um cenário de agravamento das tensões entre os EUA e países da região. O quadro se intensificou após o governo do presidente Donald Trump concentrar um grande contingente militar no sul do Caribe e realizar uma operação na Venezuela que resultou na detenção do presidente Nicolás Maduro. Trump também indicou a possibilidade de ampliar as ações militares, citando inclusive a Colômbia como um dos alvos potenciais.

Trump advertiu em 8 de janeiro que os Estados Unidos iriam “iniciar ataques terrestres” contra os cartéis do narcotráfico, depois de já terem sido realizados cerca de 30 ataques contra embarcações marítimas no Caribe e no Pacífico, apontadas pelo governo do republicano como ligadas ao narcotráfico e que provocaram pelo menos 107 mortes, além de um bombardeio realizado por drones americanos a um porto no litoral da Venezuela.

Trump indicou repetidamente que planejava aumentar a pressão sobre os cartéis após os bombardeios contra barcos no Caribe e no Pacífico. Segundo o republicano, esses ataques praticamente eliminaram o tráfego marítimo na região.

O combate ao narcotráfico foi a principal justificativa para a captura e destituição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão sendo julgados em Nova York por acusações de narcotráfico e terrorismo.

Após a operação na Venezuela, a FAA impôs restrições ao tráfego aéreo em todo o Caribe, provocando o cancelamento de centenas de voos operados por grandes companhias.

O administrador da FAA, Bryan Bedford, disse à Reuters que houve uma boa coordenação entre a agência e os militares dos EUA antes da operação na Venezuela.

No mês passado, uma aeronave da JetBlue com destino a Nova York precisou adotar procedimentos de segurança para evitar uma colisão em voo com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA nas proximidades da Venezuela.

O voo 1112 havia partido de Curaçao e sobrevoava uma área a cerca de 64 quilômetros da costa venezuelana quando a tripulação do Airbus identificou a presença da aeronave militar, que estaria operando com o transpônder desligado.

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