Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2026
O governo do presidente norte-americano Donald Trump adicionou sete países – cinco deles na África – à lista de nações cujos cidadãos precisam depositar uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 81,5 mil na cotação atual) para entrar nos Estados Unidos.
Com a inclusão, a lista passa a ter 13 países, todos africanos, com exceção de dois, o que torna o processo de obtenção do visto americano inacessível para muitos solicitantes.
O Departamento de Estado acrescentou discretamente, na semana passada, os seguintes países à lista:
– Butão;
– Botsuana;
– República Centro-Africana;
– Guiné;
– Guiné-Bissau;
– Namíbia;
– Turcomenistão.
Designações
As designações entraram em vigor na quinta-feira, de acordo com um aviso publicado no site travel.state.gov.
Os novos países se juntam as seguintes nações, que foram incluídas na lista em agosto e outubro do ano passado:
– Mauritânia;
– São Tomé e Príncipe;
– Tanzânia;
– Gâmbia;
– Malawi;
– Zâmbia.
Requisitos de entrada
A medida é a mais recente iniciativa do governo Trump para endurecer os requisitos de entrada nos EUA. Entre as exigências, estão entrevistas presenciais para cidadãos de todos os países que precisam de visto, além da apresentação de anos de histórico em redes sociais e relatos detalhados sobre viagens e vínculos familiares.
Autoridades americanas defendem as fianças – que variam de US$ 5 mil (R$ 27,2 mil) a US$ 15 mil – afirmando que o mecanismo é eficaz para evitar que visitantes ultrapassem o período de permanência autorizado pelo visto.
O pagamento da caução não garante a concessão do visto, mas o valor é reembolsado caso o pedido seja negado ou quando o titular comprovar que cumpriu os termos da autorização.
Comportamento digital
Os Estados Unidos avançaram no monitoramento do comportamento digital de estrangeiros ao propor a exigência do histórico de até cinco anos de atividades em redes sociais para entrada no país. A proposta tomou força após o assassinato de Charlie Kirk em setembro.
A morte do ativista americano foi comemorada por alguns internautas ao redor do mundo, o que levou o governo norte-americano a endurecer o discurso e as políticas migratórias ligadas à conduta online.
O presidente norte-americano Donald Trump já havia anunciado a revogação de vistos de cidadãos da Argentina, África do Sul, México, Brasil, Alemanha e Paraguai que celebraram, nas redes sociais, a morte de Kirk.
Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Departamento de Estado afirmou que o país “não tem obrigação de hospedar estrangeiros que desejam a morte de americanos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias AFP.
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