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Mundo Estados Unidos analisa vacinas que possam ser usadas contra a varíola dos macacos

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No Estado gaúcho, o caso monitorado ainda não está classificado como suspeito. (Foto: Domínio público/Wikipedia)

O presidente Joe Biden disse no domingo (22) que os Estados Unidos estão analisando quais vacinas podem ser utilizadas para proteger as pessoas contra a varíola dos macacos. Ele disse ainda que ‘todo mundo deve se preocupar’ à medida que os casos continuam se espalhando pelo mundo e alguns países reforçam seus estoques de tratamento.

“Estamos trabalhando duro para descobrir o que fazemos e qual vacina, se houver, pode estar disponível para isso”, disse Biden, durante visita oficial a Coreia do Sul.

A varíola dos macacos foi confirmada, até o momento, em 92 pacientes em ao menos 12 países, segundo balanço da OMS divulgado no sábado (21). Foi identificada em nove países europeus – Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Suécia -, além de Estados Unidos, Canadá e Austrália. Outros 50 casos permanecem sob investigação. Os cientistas estão correndo para descobrir o que está causando as infecções e como responder.

Dois países que não estão na lista da OMS – Israel e Suíça – confirmaram seus primeiros casos no sábado.

Biden considera preocupante a recente disseminação de infecções pela varíola dos macacos. “Os conselheiros de saúde ainda não me disseram o nível de exposição, mas é algo com o qual todos devem se preocupar”, disse Biden. “É uma preocupação que, caso se espalhe, pode ter consequências”, reforçou.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que o seu país tem vacinas disponíveis para tratar um possível surto de varíola e que Biden foi informado sobre o caso internamente e no exterior. “Ele está sendo informado disso regularmente”, disse Sullivan ao deixar a Coreia do Sul.

Estudos sugerem que a vacina contra a varíola comum é pelo menos 85% eficaz contra a varíola dos macacos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que observam que os Estados Unidos licenciaram duas vacinas para prevenir a varíola comum, sendo uma autorizada especificamente para a varíola dos macacos.

Alerta

A disseminação ainda inexplicável do vírus contagioso disparou alarmes em uma comunidade científica ainda se recuperando da pandemia de coronavírus – mas alguns especialistas observam que os dois são diferentes. A varíola dos macacos transmite menos facilmente entre humanos e existem opções de vacinas que se mostraram eficazes contra a doença.

“Este não é um vírus novo para nós. Conhecemos esse vírus há décadas”, disse Ashish Jha, coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, em entrevista à ABC News. Ele disse que não ficaria surpreso ao ver mais alguns casos nos próximos dias.

“Este é um vírus que entendemos. Temos vacinas contra ele. Temos tratamentos contra ele. Não é tão contagioso quanto a covid-19. Então, estou confiante de que seremos capazes de manter nossos braços em torno dele”, afirmou.

Neste ponto, o risco geral para o público da varíola dos macacos é considerado “muito, muito baixo”, disse Tom Inglesby, diretor do John Hopkins Center for Health Security, ao The Washington Post.

Uma infecção foi identificada no estado de Massachusetts e autoridades de saúde da cidade de Nova York disseram na sexta-feira (20) que dois pacientes foram testados como parte de uma investigação sobre casos suspeitos de varíola no Estado. Um paciente testou positivo para o orthopoxvirus, família de vírus à qual pertence a varíola dos macacos, informaram as autoridades estaduais.

Primeiras doses

Na quarta-feira, 18, a Bavarian Nordic, empresa com sede em Copenhague que desenvolveu a vacina contra a varíola licenciada para uso contra a varíola dos macacos nos Estados Unidos, disse que o governo dos EUA exerceu suas opções sob um acordo com a empresa para fornecer uma versão liofilizada da Jynneos, vacina contra a varíola, permitindo assim que as primeiras doses desta versão sejam fabricadas e faturadas em 2023 e 2024.

O pedido de novas doses da vacina, que tem uma vida útil mais longa, vale US$ 119 milhões, disse a Bavarian Nordic em um comunicado à imprensa. Sob seu acordo com a empresa, a Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado dos EUA ainda pode exercer opções no valor de US$ 180 milhões para cerca de 13 milhões de doses liofilizadas da vacina contra a varíola no futuro.

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