Em postagem oficial na rede social X (antigo Twitter) nesse fim de semana, representantes das Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ter abatido mais dois drones iranianos no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. Conforme a publicação, os artefatos “ameaçavam o tráfego marítimo internacional” na região. Diz, ainda, que os norte-americanos permanecem prontos para “manter a defesa contra agressões”.
O relato sobre a derrubada dos drones indica tratarem-se de modelos de ataque. Na sexta-feira (5), militares a serviço da Casa Branca garantiram ter neutralizado quatro equipamentos da mesma modalidade na mesma região, além de sites de monitoramento costeiro.
Conectando os golfos Pérsico e de Omã ao oceano Índico, o Estreito de Ormuz tem largura de 39 a 97 quilômetros, separando o Irã da Península Arábica (Omã e Emirados Árabes Unidos). Trata-se de uma passagem marítima decisiva para o comércio mundial, ao concentrar o tráfego de aproximadamente 25% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumidos globalmente.
O conflito aberto e direto entre os Estados Unidos e o Irã teve início em 28 de fevereiro. Foi quando forças norte-americanas e israelenses lançaram uma grande ofensiva conjunta a bases militares e instalações nucleares iranianas.
Apesar do confronto direto ter eclodido em 2026, as raízes geopolíticas e tensões entre os dois países estendem-se por décadas. A animosidade histórica tem alguns marcos históricos, detalhados a seguir.
– 1953: envolvimento dos Estados Unidos no golpe que derrubou o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh.
– 1979: a Revolução Islâmica no Irã, que instaurou uma república teocrática e cortou relações diplomáticas formais com Washington.
– 2000-2026: escaladas de sanções econômicas, tensões no Estreito de Ormuz e disputas em torno do programa nuclear iraniano.
Situação
O atual contexto geopolítico entre Estados Unidos e Irã é marcado por um cessar-fogo frágil e pela tradicional “guerra de versões”. De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB informou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançou ataques durante a noite contra uma base aérea e outras instalações norte-americanas, em resposta ao que chamou de “ações hostis do Exército invasor”.
“Estamos falando de mais uma violação clara do acordo”, declararam autoridades de Teerã, por meio da mídia estatal. O Ministério das Relações Exteriores do país acrescentou que as respostas têm sido dadas de maneira “vigilante, decisiva e proporcional”.
Já o governo do Kuwait informou ter “detectado e neutralizado” sete mísseis balísticos dentro de seu espaço aéreo, ao amanhecer. O Bahrein, por sua vez, relatou a neutralização de três mísseis e vários drones, atribuindo seu lançamento ao Irã. Nenhum dos dois países relatou vítimas.
Outros governos da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita, também condenaram o ataque iraniano aos vizinhos do Golfo Pérsico. De forma unânime, seus representantes alertaram que os ataques ameaçam a segurança e estabilidade no Oriente Médio. (com informações da rede CNN)
