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Mundo Estados Unidos não recomendam viajar ao Reino Unido por causa do aumento dos casos de coronavírus

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O principal aumento de preços veio de passagem aérea, que subiu 9,02%. (Foto: Reprodução)

O Departamento de Estado norte-americano e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emitiram nesta segunda-feira (19) seus maiores alertas contra viagens para o Reino Unido devido ao aumento do número de casos de covid-19 no país europeu.

O Reino Unido foi elevado ao “Nível 4” tanto pelo CDC quanto pelo Departamento de Estado.

“Se você tiver que viajar para o Reino Unido, certifique-se de estar totalmente vacinado antes de viajar”, disse o CDC em um comunicado, enquanto o Departamento de Estado disse: “Não viaje para o Reino Unido devido à covid-19”.

Em maio, o governo dos EUA havia rebaixado o Reino Unido para uma classificação consultiva de “Nível 3”.

Os casos de covid-19 estão aumentando em mais de 50 mil por dia no Reino Unido atualmente, e centenas de milhares de britânicos estão sendo solicitados a isolar-se por 10 dias.

Os Estados Unidos, desde março de 2020, proibiram quase todos os cidadãos não norte-americanos que estiveram recentemente no Reino Unido de entrarem nos EUA.

O Reino Unido permite visitas de norte-americanos, mas requer uma quarentena de 10 dias na chegada e dois testes negativos de covid-19.

Restrições

A Inglaterra se tornou nesta segunda o primeiro país do Reino Unido a suspender praticamente todas as restrições impostas durante a pandemia para combater a covid-19.

O uso da máscara deixou de ser obrigatório, mas ainda é recomendado no transporte público e dentro das lojas. O fim das medidas não vale para os outros países do Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).

Veja o que muda:

— Fim do uso obrigatório de máscaras em espaços públicos;

— Fim das de medidas de distanciamento social;

— Fim das restrições a reuniões e encontros;

— Empresas que mantinham trabalho remoto podem voltar ao modo presencial;

— Reabertura de casas noturnas e boates;

— Fim do limite de capacidade em hospitais e até em estádios.

O “Freedom Day” (“dia da liberdade”, em tradução livre) foi adotado devido à vacinação avançada e ao baixo número de mortes, apesar do forte aumento no de casos confirmados.

Pesquisa divulgado pelo jornal “The Times” nesta segunda diz que 31% dos entrevistados acham correta a decisão de levantar as restrições e 55%, errada. Outros 14% disseram não saber.

Apesar de ter mantido o fim das restrições na Inglaterra, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse na semana passada que a pandemia do coronavírus “não acabou”.

“Não podemos virar a chave na segunda, 19 de julho, e voltar a viver como antes da covid-19”, afirmou Johnson. “Mas vamos manter o plano de suspender as restrições legais e a obrigatoriedade de distanciamento social.”

Johnson disse também que o governo pode passar a exigir que frequentadores de casas noturnas apresentem um certificado de vacinação para poderem entrar nos locais. Isso ocorrerá, disse o premiê, quando houver vacinas o suficiente para toda a população maior de 18 anos.

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