Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2026
Um dia após a ação militar que prendeu Nicolás Maduro em Caracas, não há tropas americanas em solo venezuelano, informou o Pentágono.
Nenhuma das tropas que fez a prisão do ditador no sábado (3) segue na Venezuela, afirmou o jornal The New York Times. O jornal americano creditou a informação ao Departamento de Defesa dos EUA.
Apesar disso, 15 mil soldados seguem espalhados em países vizinhos e nos barcos militares que seguem no mar do Caribe. Segundo o governo dos Estados Unidos, a ação de ontem não deixou mortos do lado americano.
Declaração do Pentágono ao jornal ocorre ao mesmo tempo em que secretário de estado, Marco Rubio, afirma que os EUA “não estão em guerra” com a Venezuela. “Estamos em guerra contra organizações que traficam drogas. Esta não é um a guerra contra a Venezuela”, disse ao canal NBC.
Ao falar sobre a ação militar, Trump disse que “não descartava” uma segunda onda de ataques. O republicano falou que, se necessário, poderia fazer ofensivas “muito maiores”, se necessário.
Estados Unidos afirmaram que vão governar o país latino até uma transição de poder segura, mas não detalharam como esse governo seria orquestrado. Trump mencionou, ontem, a formação de um “grupo” que contaria com os secretários de estado, Marco Rubio, e de defesa, Pete Heghset.
Explosões e prisão
Detonações e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana e outros três estados nas primeiras horas de sábado. Fortes explosões foram ouvidas, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.
Maduro e a esposa foram detidos em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que “foi como assistir a um programa de TV”.
O venezuelano tentou “chegar a um lugar seguro”, mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”.
Segundo Trump, poucas pessoas ficaram feridas e ninguém morreu no ataque. Integrantes das forças norte-americanas que capturaram o presidente da Venezuela sofreram alguns ferimentos, mas nenhuma morte foi registrada, conforme os EUA. (Com informações do portal UOL)