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Mundo Estados Unidos liberam espaço aéreo e companhias retomam voos ao Caribe

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Governo dos EUA atacou a Venezuela na madrugada e tirou Maduro do país. Capital e outros três estados foram atacados. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos informaram às companhias aéreas que as restrições ao espaço aéreo do Caribe foram suspensas a partir das 2h desse domingo (4), no horário de Brasília. Com a liberação, os voos podem ser retomados gradualmente, conforme a atualização das malhas aéreas, segundo o secretário de Transportes norte-americano, Sean Duffy.

A medida ocorre após o cancelamento de centenas de voos por grandes companhias aéreas, provocado pelo ataque dos EUA à Venezuela, realizado na madrugada de sábado, que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Companhias como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta informaram que já se preparavam para retomar as operações com destino ao Caribe ainda neste domingo. Apesar da liberação, especialistas alertam que a normalização completa dos voos deve levar alguns dias.

Apesar da liberação do espaço aéreo, a normalização completa das operações não deve ser imediata. Além das empresas americanas, companhias aéreas europeias e sul-americanas também haviam cancelado voos para a região nos últimos dias. Fator reflete o aumento da percepção de risco após a escalada do conflito na Venezuela.

O episódio evidencia como eventos geopolíticos podem gerar impactos imediatos sobre o setor de aviação, afetando rotas internacionais, custos operacionais e a confiança de passageiros em períodos de instabilidade.

De acordo com o analista do setor aéreo Robert Mann, mesmo com o fim das restrições, as empresas precisarão de tempo para reorganizar tripulações, aeronaves e horários. Além das companhias norte-americanas, empresas europeias e sul-americanas também haviam suspendido voos durante o período de instabilidade.

Protestos 

Manifestantes se reuniram em cidades ao redor do mundo para protestar contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na retirada do ditador Nicolás Maduro do poder.

Enquanto parte dos venezuelanos celebrou a captura de Maduro, protestos em diferentes países classificaram a operação americana como um excesso e uma afronta à soberania e à autonomia do país.

Na Espanha, manifestações ocorreram em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Madri. O país abriga uma grande comunidade venezuelana, incluindo o líder da oposição Edmundo González.

A venezuelana Eugenia Contreras, que vive na Espanha há cinco anos, disse à Reuters ser “lamentável” que alguns compatriotas tenham comemorado a queda de Maduro.

“Isso é um crime contra a nossa nação, porque intervir em nossa terra, em nosso povo soberano, é um ato de agressão”, afirmou. (Com informações do portal CNN)

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