Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2026
Os Estados Unidos informaram às companhias aéreas que as restrições ao espaço aéreo do Caribe foram suspensas a partir das 2h desse domingo (4), no horário de Brasília. Com a liberação, os voos podem ser retomados gradualmente, conforme a atualização das malhas aéreas, segundo o secretário de Transportes norte-americano, Sean Duffy.
A medida ocorre após o cancelamento de centenas de voos por grandes companhias aéreas, provocado pelo ataque dos EUA à Venezuela, realizado na madrugada de sábado, que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Companhias como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta informaram que já se preparavam para retomar as operações com destino ao Caribe ainda neste domingo. Apesar da liberação, especialistas alertam que a normalização completa dos voos deve levar alguns dias.
Apesar da liberação do espaço aéreo, a normalização completa das operações não deve ser imediata. Além das empresas americanas, companhias aéreas europeias e sul-americanas também haviam cancelado voos para a região nos últimos dias. Fator reflete o aumento da percepção de risco após a escalada do conflito na Venezuela.
O episódio evidencia como eventos geopolíticos podem gerar impactos imediatos sobre o setor de aviação, afetando rotas internacionais, custos operacionais e a confiança de passageiros em períodos de instabilidade.
De acordo com o analista do setor aéreo Robert Mann, mesmo com o fim das restrições, as empresas precisarão de tempo para reorganizar tripulações, aeronaves e horários. Além das companhias norte-americanas, empresas europeias e sul-americanas também haviam suspendido voos durante o período de instabilidade.
Protestos
Manifestantes se reuniram em cidades ao redor do mundo para protestar contra a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na retirada do ditador Nicolás Maduro do poder.
Enquanto parte dos venezuelanos celebrou a captura de Maduro, protestos em diferentes países classificaram a operação americana como um excesso e uma afronta à soberania e à autonomia do país.
Na Espanha, manifestações ocorreram em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Madri. O país abriga uma grande comunidade venezuelana, incluindo o líder da oposição Edmundo González.
A venezuelana Eugenia Contreras, que vive na Espanha há cinco anos, disse à Reuters ser “lamentável” que alguns compatriotas tenham comemorado a queda de Maduro.
“Isso é um crime contra a nossa nação, porque intervir em nossa terra, em nosso povo soberano, é um ato de agressão”, afirmou. (Com informações do portal CNN)