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Mundo Estados Unidos suspendem uso de medicamentos contra covid liberados no Brasil; Anvisa pede explicações a laboratórios

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Dois casos identificados no País são diferentes: em um, houve mistura de genomas, enquanto que no outro ocorreu infecção dupla. (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou explicações aos laboratórios Eli Lily e Roche para manter em vigor a liberação de uso emergencial de dois coquetéis de anticorpos monoclonais para o tratamento da covid. São eles: casirivimabe + indevimabe, conhecido como Regn-CoV2, e etesevimabe + banlanivimabe.

Segundo a Anvisa, o prazo de resposta vai até o fim desta semana. Se não houver retorno das farmacêuticas, será considerada uma infração.

O pedido foi divulgado depois que o Food and Drugs Administration (FDA) suspendeu o uso, que segue em vigor em território nacional. A justificativa do órgão regulatório dos Estados Unidos é a baixa eficácia contra a variante ômicron, prevalente no país. A cepa também já domina as infecções no Brasil.

“A questão envolvendo as variantes circulantes no território nacional é muito relevante e deve ser constantemente avaliada. Os dados disponíveis e limitações quanto à eficácia contra variantes estão previstos em bula, ficando a cargo do prescritor a avaliação clínica de eventual benefício quando da utilização do tratamento”, diz a nota.

Os medicamentos foram aprovados em maio de 2021 e só podem ser aplicados em hospitais. É vedada a venda em farmácias. A indicação é para casos leves ou moderados, sem ventilação mecânica e com risco para a forma grave da covid.

Pílula da Pfizer

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a pílula contra a covid da Pfizer, a Paxlovid. Esse é o primeiro tratamento oral contra a covid autorizado na União Europeia.

A EMA recomendou a autorização do Paxlovid para o tratamento da covid em adultos que não necessitam de suporte respiratório, mas que correm risco de agravamento da doença.

“O Comitê de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMA recomendou a concessão de uma autorização condicional de comercialização para o medicamento antiviral oral Paxlovid”, declarou o regulador europeu em um comunicado.

Segundo o comitê, os benefícios do medicamento são maiores que seus riscos. A EMA enviará suas recomendações à Comissão Europeia.

“Com a autorização do Paxlovid esta semana, foram autorizados 6 medicamentos contra o coronavírus no marco da estratégica terapêutica da União Europeia”, disse em outro comunicado a comissária europeia de Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides.

Estados Unidos, Canadá e Israel fazem parte de um grupo de países que já autorizou o tratamento da Pfizer.

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