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Esteio aposta na castração para reduzir abandono de animais e fortalecer ações de saúde pública

 

Município de Esteio/RS  mantém programa permanente para cães e gatos e reforça o procedimento como ferramenta de bem-estar animal, prevenção de doenças e controle populacional

O controle da população de cães e gatos tornou-se um dos principais desafios enfrentados pelas cidades brasileiras nos últimos anos. Em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a estratégia adotada pelo poder público tem como eixo a ampliação das ações de castração, considerada por especialistas uma das medidas mais eficazes para reduzir o abandono de animais, prevenir doenças e promover o bem-estar animal.

Por meio do Centro de Bem-Estar Animal (CBEA), a Prefeitura de Esteio mantém um programa permanente de atendimento voltado à proteção animal. A iniciativa inclui castrações, atendimento veterinário de baixa complexidade, acolhimento de animais em situação de vulnerabilidade, fiscalização de maus-tratos e ações de conscientização sobre guarda responsável.

Em um município com população estimada em pouco mais de 78 mil habitantes, a política de proteção animal vem ganhando relevância como uma resposta a um problema que afeta praticamente todas as áreas urbanas do País: a reprodução descontrolada de cães e gatos e o crescimento do número de animais abandonados.

A castração é apontada por médicos-veterinários e entidades de proteção animal como a principal ferramenta para o controle populacional de longo prazo. Sem a esterilização, a reprodução ocorre de forma acelerada, aumentando a quantidade de animais nas ruas e ampliando a pressão sobre abrigos, organizações de proteção e serviços públicos de atendimento.

Os benefícios do procedimento vão além da redução do número de nascimentos. Nas fêmeas, a castração contribui para diminuir os riscos de infecções uterinas e de determinados tipos de câncer. Nos machos, reduz a incidência de algumas doenças reprodutivas e pode minimizar comportamentos relacionados à disputa territorial e às fugas.

O impacto também alcança a saúde pública. Menos animais em situação de abandono significam menor exposição a acidentes de trânsito, redução de ninhadas em condições precárias e diminuição dos custos associados ao resgate, acolhimento e tratamento de animais encontrados nas ruas. Por isso, a castração é considerada uma medida preventiva que beneficia tanto os animais quanto a comunidade.

Os números mostram a dimensão do trabalho realizado em Esteio. Dados divulgados pela Prefeitura apontam que o Centro de Bem-Estar Animal realizou centenas de procedimentos de castração nos últimos anos, consolidando a iniciativa como uma das principais ações municipais voltadas à proteção animal.

Outro diferencial do serviço é a identificação dos animais atendidos. Em muitos casos, os procedimentos são acompanhados da implantação de microchip, recurso que auxilia na identificação dos tutores e facilita a localização dos animais em situações de perda, abandono ou resgate.

Especialistas ressaltam que a eficácia das políticas de controle populacional depende da combinação entre castração, educação e responsabilidade dos tutores. A adoção de um animal exige compromisso permanente com alimentação, vacinação, acompanhamento veterinário e cuidados diários.

Nesse contexto, a experiência de Esteio busca ir além da realização de procedimentos cirúrgicos. Ao integrar atendimento veterinário, orientação à população e proteção animal, o município procura enfrentar um desafio que exige atuação contínua e planejamento de longo prazo.

Em um cenário de crescente preocupação com a causa animal, a castração vem sendo reconhecida como uma ferramenta estratégica de gestão pública. Ao reduzir a reprodução descontrolada e contribuir para a prevenção do abandono, a medida ajuda a construir uma convivência mais equilibrada entre pessoas e animais. Em Esteio, essa política tem se consolidado como uma das principais frentes de promoção do bem-estar animal, associando proteção, responsabilidade social e qualidade de vida para toda a comunidade. (por Gisele Flores)

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