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Saúde Estimativas indicam que o câncer de colo do útero avançará 14% no Brasil

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A vacinação é fundamental. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Em plena pandemia, aos 34 anos, a apresentadora da Band Mirelle Moschella percebeu que algo estava errado após um episódio de hemorragia intensa. O sangramento fora do padrão a levou a procurar atendimento médico e fazer exames complementares. O diagnóstico foi câncer de colo do útero.

Ela mantinha acompanhamento ginecológico regular e levava um estilo de vida saudável. “Costumava fazer os exames uma vez por ano, mas, na época do diagnóstico, o último havia sido dois anos antes. Sempre me cuidava e praticava atividade física. Mesmo assim, aconteceu”, relembra.

Após passar por cirurgia, radioterapia e quimioterapia, Mirelle está em remissão há cinco anos. Ao tornar pública a experiência, passou a defender o rastreamento periódico e a atenção aos sinais do corpo. “Existe muito tabu, mas é preciso quebrá-lo. O HPV é extremamente comum e pode afetar qualquer pessoa. Falar abertamente sobre isso é uma forma de prevenção”, diz Mirelle. Estima-se que oito em cada 10 pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus ao longo da vida.

Especialistas apontam que o estigma ainda compromete o enfrentamento da doença. “Há uma associação equivocada entre a infecção e promiscuidade. Estamos falando de uma condição amplamente disseminada na população. Reduzir o debate a comportamento individual é um erro e dificulta políticas de saúde eficazes”, afirma Valentino Magno, chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que o Brasil deve registrar cerca de 19,3 mil novos casos anuais no triênio 2026–2028. No levantamento anterior, a previsão era de pouco mais de 17 mil casos por ano, um aumento aproximado de 14%.

O tumor é o terceiro mais frequente entre mulheres no País, desconsiderados os cânceres de pele não melanoma. Também é o que mais mata brasileiras até os 35 anos e figura entre os mais letais até os 60 anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 99% dos casos estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano, o HPV.

O aumento projetado reforça a importância de ações como as do Março Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de colo do útero.

Além do colo do útero, a infecção por HPV está relacionada a tumores de pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. “O HPV não é um problema apenas feminino. Entre os homens, tem impacto sobretudo nos casos de orofaringe, cuja incidência vem crescendo. Diferentemente do tumor cervical, essas doenças não contam com rastreamento estruturado. Por isso a vacinação é fundamental”, afirma Rodin de Carvalho Fernandes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia.

Especialistas apontam que o aumento desses diagnósticos reflete uma mudança no perfil dos tumores de cabeça e pescoço. “Durante muito tempo, esses cânceres eram associados principalmente ao tabagismo e ao consumo de álcool”, afirma Magno. “Hoje sabemos que o HPV tem papel importante, especialmente nos casos de orofaringe.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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