Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2017
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é um dos “três ou quatro nomes” que o DEM vai apresentar como candidato à Presidência da República no ano que vem. A informação foi dada pelo próprio Maia na sexta-feira (29).
O deputado negou que o seu partido irá desembarcar do governo. “Não tenho essa informação e não vejo muito sentido”, disse Maia, após participar do lançamento do Programa Dinheiro Direto nas Escolas, que vai destinar R$ 27,6 milhões para escolas estaduais e municipais do Estado do Rio de Janeiro.
O presidente da Câmara disse que o partido queria o apresentador Luciano Huck como candidato, mas que o mesmo foi descartado após escrever um artigo negando a candidatura. “Agora não dá mais, como pode um candidato dizer que não vai e depois ir?”, questionou.
Além do próprio nome, Maia disse que o partido pensa em políticos como ACM Neto, Ronaldo Caiado e Mendonça Filho, atual ministro da Educação. Ele descartou no entanto vir em uma chapa junto como atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como vem sendo especulado.
“Não somaria votos nem para ele nem para mim, nossos votos são parecidos”, avaliou.
Mas Maia admitiu que a chapa será formada com outro partido, já que a chamada “chapa pura” não teria votos suficientes.
Maia elogiou o governo Michel Temer, afirmando que o presidente está demonstrando “coragem” ao fazer reformas necessárias ao País. Mas criticou a falta de debate no caso do decreto do indulto do Natal. “Ele (Temer) não quis beneficiar ninguém, mas faltou debate”, afirmou.
O deputado disse que não há mais espaço no Brasil para a escolha de candidatos sem se preocupar com um projeto, acenando que o companheiro de chapa do partido não será apenas um nome, mas alguém que compartilhe os mesmo projetos que o DEM.
Maia criticou MP da Eletrobras
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o governo pela publicação de uma MP (Medida Provisória) que abre caminho para a privatização da Eletrobras e afirmou que não colocará o texto em votação no plenário. “Sou a favor da privatização, mas via projeto de lei. Esta medida provisória não será votada.”
Maia disse à “Folha de S.Paulo” que havia um acordo com o Palácio do Planalto para que a elaboração das regras para a privatização da estatal de energia fosse feita em parceria com o Legislativo, com o envio de projetos de lei ao Congresso.
O presidente da Câmara travou uma série de confrontos com o Planalto neste ano ao defender que as principais medidas econômicas do governo fossem tomadas por meio de projetos de lei, o que daria maior protagonismo ao Congresso nesse processo.
Temer e a equipe econômica do governo, porém, preferiam a edição de medidas provisórias, que têm vigência imediata e costumam ser aprovadas pela Câmara e pelo Senado em um ritmo mais acelerado.
Maia afirmou que a Medida Provisória 814 permite a privatização da Eletrobras e de sua subsidiárias, incluindo a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) “sem a necessidade de concordância ou de discussão de sua modelagem com o Congresso Nacional”.
A MP retira a Eletrobras, a Chesf e outras subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização. Na prática, o texto revoga uma proibição de venda das estatais prevista em uma lei de 2004, o que abre caminho para a privatização das companhias.
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