Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2015
A retirada líquida de recursos do mercado de ações brasileiro por estrangeiros, em agosto, chegou a 3,47 bilhões de reais, o pior mês de todo o ano de 2015, e também a saída mais acentuada registrada desde junho de 2013. Naquele mês, os estrangeiros retiraram 4,073 bilhões de reais da Bolsa de Valores de São Paulo.
Depois de passar todo o primeiro semestre no azul, e acumular saldo positivo de 21,540 bilhões de reais no ano, o indicador de capital estrangeiro na bolsa começou a reverter a tendência em julho, quando foram retirados 567,8 milhões de reais do mercado. Em agosto, esse movimento se acentuou, e o saldo acumulado em 2015 continua positivo, mas caiu para 17,5 bilhões de reais.
Para James Gulbrandsen, sócio gestor da NCH Capital, o movimento observado é parecido com o que acontece em outros mercados emergentes. “A preocupação com a China e a expectativa pelo aumento dos juros nos Estados Unidos são os principais fatores para essa saída. No Brasil, a crise política faz com que a intensidade dessa fuga seja maior”, diz.
Incerteza
Gulbrandsen afirma que o investidor não gosta de incerteza. “Acredito que, até novembro, exista uma perspectiva mais clara sobre o que vai acontecer no campo político. A partir daí, a tendência é que haja uma entrada maior de recursos.” Ele diz que o mercado se preparou para um eventual rebaixamento dos ratings (classificação de risco) do Brasil. (AE)
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