Domingo, 08 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Celebridades ESTREIA – Leonardo DiCaprio enfrenta a selvageria da natureza e do homem em “O Regresso”

Compartilhe esta notícia:

Leonardo DiCaprio concorre ao Oscar de melhor ator. (foto: reprodução)

Acompanhar um filme do cineasta mexicano Alejandro G. Iñárritu é se deixar levar por uma experiência de emoções variadas – algumas boas, outras nem tanto. Desde sua estreia com o ótimo “Amores Brutos” (2000) até o vencedor do Oscar de melhor filme do ano passado, “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”, o diretor mostra que tem músculos para conduzir histórias variadas e que é corajoso o suficiente para explorar o novo.

Em sua mais recente empreitada cinematográfica, “O Regresso”, ele não só desafia o atual modo de produção hollywoodiano como faz de seus atores, em especial Leonardo DiCaprio, parte de um teatro empírico, em que o elenco é imerso em um mundo selvagem, de natureza pouco explorada e emoções humanas primitivas.

No filme, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4), DiCaprio interpreta Hugh Glass, um explorador do século 19, que trabalha com um grupo de comerciantes de pele. Glass realmente existiu e ficou conhecido por sobreviver ao ataque de urso e ser abandonado por dois colegas de expedição, que deveriam cuidar do moribundo até o momento de seu enterro, em condições dignas. Totalmente ao contrário disso, eles o deixam incapacitado e sem suprimentos na floresta, em pleno inverno. Glass consegue se virar sozinho e caminha (ou se arrasta) ao longo de quase dois meses em um percurso de 300 quilômetros. Mais que a própria sobrevivência, sua motivação principal é o desejo de vingança. Contudo, o filme é muito mais que uma ode ao olho por olho.

A produção começa com uma série de flashbacks em uma vila indígena, onde vive Glass, sua esposa nativa e o pequeno filho mestiço. Em seguida, um salto no tempo leva o longa para um momento silencioso, quando Glass caça em meio a uma floresta de várzea em período de inundação com Hawk (Forrest Goodluck), seu herdeiro, agora crescido. A maneira como é filmado o movimento da água entre as árvores é hipnotizante – uma de muitas outras cenas em que a natureza também é personagem. A concentração do espectador é interrompida para descobrir que o acampamento do grupo de comerciantes está sendo atacado de forma brutal por índios arikara.

A tensão criada para esta parte da abertura é de tirar o fôlego. A câmera do cineasta acompanha tudo com a intensidade necessária. Com leveza na calmaria e de modo histérico durante o ataque. É como se a plateia estivesse ali, em campo aberto, passível de levar uma flechada. Tais contrastes se repetirão ao longo das duas horas e meia de duração do filme, que esbanja uma direção de arte impecável em cenários absurdos.

Iñárritu submeteu sua equipe a filmagens em locações reais (no Canadá e na Argentina) e inóspitas, com luz natural e em temperaturas dolorosas ao longo de nove meses – período de trabalho quase inexistente na apressada Hollywood do século 21.

A vingança como tema perde espaço para a selvageria constante. Especialmente no personagem John Fitzgerald, de Tom Hardy (ótimo), o antagonista de DiCaprio. Ambicioso e calculista, Fitzgerald constantemente incita o filho indígena de Glass. Acusa a população nativa de ser parte de uma cultura não civilizada. Afirma que todos eles são selvagens e perigosos. Contudo, é o próprio Fitzgerald um dos mais brutais da história, assim como um grupo de brancos franceses pouco confiáveis, que mantém uma trama paralela à central.

Os perigos promovidos pelos representantes mais primitivos da condição humana (muitos deles relacionáveis com homens do tempo atual) se intercalam com as intempéries da exposição à natureza. Depois de sobreviver ao ataque de um urso, Glass precisa lidar com o excesso de neve e frio intenso, a fome e até a queda de um penhasco – outra cena incrível.

Os esforços do elenco e do cineasta deram certo, ao menos para a Academia de Hollywood. “O Regresso” é o principal indicado ao Oscar deste ano, concorrendo em doze categorias: melhor filme, diretor, ator (DiCaprio), ator coadjuvante (Hardy), fotografia, montagem, desenho de produção, figurino, maquiagem, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais.

Apesar do grande número de nomeações, o longa é uma dúvida para os principais prêmios (filme e diretor), já que Iñárritu saiu vencedor de ambas no ano passado com “Birdman”. Já DiCaprio, apesar de passar metade da produção sem falar uma palavra e ter suas feições escondidas por uma barba horrorosa ou outras sujeiras (como neve, terra ou sangue), deve sair, merecidamente, vitorioso da cerimônia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Celebridades

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Tão linda, tão jovem, Cindy Crawford já está se aposentando
Zoom do Varejo destaca boas práticas colhidas na NRF
Pode te interessar