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Brasil Estudante do interior do Ceará vê sua criação viralizar como símbolo da campanha #EleNão

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Sem pretensões, Militão Queiroz fez identidade visual espontânea de movimento apoiado por Madonna. (Foto: Reprodução)

O movimento #EleNão, de oposição à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), ganhou o apoio de uma escala de celebridades que vai de Madonna a Sônia Braga. Mas foi de um anônimo do interior do Ceará que o protesto recebeu sua identidade visual espontânea.

Estudante de letras na Universidade Estadual do Ceará, em Limoeiro do Norte, Militão Queiroz, de 32 anos, criou o letreiro que flutua em um céu estrelado, deixando um rastro de arco-íris, em 13 de setembro. A peça remete à bandeira do movimento LGBT, mas também lembra o “Nyan Cat”, meme de 2011 em que um gato solta um arco-íris pelo traseiro.

Autodidata, Militão diz que não é designer. “Prefiro me identificar como um artista.” A ilustração foi feita em um programa simples e gratuito, o PhotoScape. O estudante não levou mais do que uma hora para concluí-la.

“Não uso nenhuma ferramenta profissional que os designers usam. Começou como um hobby, desde a época do Orkut, e vem se tornando minha profissão”, afirma o estudante, que se dedica ao trabalho de conclusão de curso na faculdade e administra a Stay Cool, sua lojinha online em um site colaborativo.

Como influências, cita Jay Roeder e Aline Albino, que usam a técnica de “hand lettering” — a boa e velha caligrafia —, além de Madonna, que “é e sempre será um ícone” para ele. Na sexta (28), a cantora aderiu à campanha e compartilhou em seu stories no Instagram a hashtag #EleNão, mas com uma imagem dela amordaçada no lugar da arte de Queiroz.

O post dele foi replicado por nomes como a candidata a vice-presidente Manuela D’Ávila (PC do B) —cujo post teve 100 mil likes —, a cantora Daniela Mercury (27 mil), a atriz Fernanda Lima (92 mil) e a cantora Pabllo Vittar (506 mil).

Na última terça-feira (25), a cantora Maria Gadú foi ao Prêmio Multishow de Música Brasileira vestindo uma camiseta estampada com a ilustração de Queiroz.

A peça foi compartilhada, em grande parte, sem que ele fosse creditado, mas o autor diz não ligar. “O importante é divulgar o movimento e a tag. Só fico desapontado quando vejo pessoas se apropriando da imagem de forma distorcida, como o MBL fez”, diz.

Kim Kataguiri, coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), fez um vídeo —com quase 700 mil visualizações— que inicia com a ilustração de Militão Queiroz. O ativista faz o que parece ser um discurso anti-Bolsonaro: “Ele é homofóbico […], machista […], faz piadinha com estupro”. No final, é revelado que o “ele” a quem Kataguiri se refere é Lula.

Queiroz diz que não é filiado a partidos políticos, mas que simpatiza com os que apoiam as lutas das minorias.

Manifestaram-se contra Bolsonaro Sasha Meneghel, Bruna Marquezine, Caetano Veloso, Nanda Costa, Claudia Raia, Deborah Secco, Gal Costa, Camila Pitanga, MC Carol, Débora Falabella, Marina Lima —a lista é extensa.

Anitta, após pressão de fãs e da cantora Daniela Mercury, acabou cedendo. Marília Mendonça entrou na onda, mas acabou voltando atrás, após ameaças direcionadas a ela e a sua família na internet.

Artistas internacionais

Fora do Brasil, além de Madonna, Cher, a atriz Ellen Page, o comediante Stephen Fry, as cantoras Dua Lipa e Nicole Scherzinger e o vocalista da banda Imagine Dragons, Dan Reynolds, replicaram a tag.

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