Sábado, 24 de Outubro de 2020

Porto Alegre

Mundo Estudantes criaram um aparelho portátil e barato para detectar o câncer de pele

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Nomeado de sKan, o dispositivo quando fixado na pele mede a temperatura. (Foto: Reprodução)

Uma alteração na pele é muitas vezes o primeiro sinal de alerta do melanoma. O câncer de pele pode ser de vários tipos, tamanhos e profundidade, sendo considerado o tipo de tumor mais incidente na população – cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele.

O diagnóstico precoce do câncer de pele aumenta a chance de sucesso do tratamento. Para facilitar e acelerar esse processo, estudantes de engenharia da Universidade McMaster, Canadá, desenvolveram um aparelho barato e de fácil utilização que ajuda a detectar a condição.

Nomeado de sKan, o dispositivo quando fixado na pele mede a temperatura para que de forma imediata e precisa seja identificado a presença do melanoma. Para que isso aconteça, o produto aplica na pele um resfriamento e registra quanto tempo ela leva para retornar à sua temperatura inicial.

“As células cancerígenas têm uma taxa metabólica mais alta do que as células normais, e, por isso, liberam mais calor. Isso significa que, após o choque térmico ser aplicado, o tecido cancerígeno recuperará o calor mais rapidamente do que o tecido não cancerígeno, indicando uma forte probabilidade de melanoma”.

Então, os dados recolhidos são passados para um computador e exibidos em forma de um mapa de calor e um gráfico de tempo. Em seguida, a combinação desses resultados mostraria presença ou ausência de melanoma. Atualmente, o dispositivo sKan tem uma previsão de um custo de US$ 1.000, o que é considera pouco comparado com outros métodos.

O trabalho da equipe levou os estudantes à posição de vencedores do Prêmio James Dyson, um prêmio internacional design que celebra invenções de estudantes universitários, com o objetivo de inspirar a próxima geração de estudantes.

O próximo passo do time é obter aprovação da Food and Drug Administration, a agência que regula dispositivos médicos no país. A ideia é que, no futuro, o sKan seja utilizado em grande escala e possa detectar mais de 130 mil casos de melanoma ao ano.

Tratamento

Um grupo de pesquisadores australianos afirma ter encontrado uma combinação de tratamentos que pode frear o avanço e a propagação para outros órgãos do melanoma, o tipo de câncer de pele mais letal que existe. Os resultados dos testes de medicamentos feitos pelo Instituto Australiano de Melanoma, com sede em Sydney, mostraram-se efetivos para impedir a propagação em pacientes que estavam no terceiro estágio da doença, cujos tumores haviam sido removidos. Até aquele momento, estes pacientes tinham um alto risco, entre 40 e 70%, de que o melanoma avançasse e fosse letal.

“Os resultados dos testes clínicos indicam que podemos frear o avanço da doença, impedindo de forma efetiva que se propague e salvando, assim, muitas vidas”, disse Georgina Long, diretora do instituto em um estudo publicado na revista científica “New England Journal of Medicine”.

“Nosso objetivo final, que é fazer com que o melanoma se converta em algo crônico e não em uma doença letal, está, agora, mais perto”, acrescentou.

Organização Mundial da Saúde

Uma em cada três pessoas com câncer sofre com o tipo da enfermidade maligna na pele, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ainda que 90% dos pacientes se curem após retirarem a fonte do câncer, os outros 10% podem sofrer com uma possível propagação da doença se identificada tardiamente.

“Até agora, os pacientes com melanoma na fase três, cujos tumores têm sido retirados, só podiam contar com a espera para ver se o melanoma havia se tornado metástase ou se havia estendido”, afirmou a especialista.

Os pesquisadores realizaram dois experimentos com 12 meses de duração: um baseado em imunoterapia e o outro com uma combinação de medicamentos. Ambos se mostraram efetivos na hora de prevenir que a doença se estendesse.

 

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