Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

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Saúde Estudo da Ufrgs mostra que o uso de máscara reduz em 87% a chance de contrair Covid-19

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Dados também apontam que, quanto maior a adesão ao distanciamento social, menor a chance de infecção pelo SARS-CoV-2.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de Santa Catarina
O distanciamento social e o uso correto de máscaras ainda são a melhor prevenção contra a covid-19. (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de Santa Catarina)

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre), Ufpel (Universidade Federal de Pelotas) e SMS (Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre) apontou o papel do uso de máscaras e do distanciamento social na prevenção contra a Covid-19. Os resultados sugerem que o uso de máscaras reduz em 87% a chance de ser infectado pelo SARS-CoV-2. Além disso, o estudo conclui que pessoas que aderem moderada a intensamente ao distanciamento social têm entre 59% e 75% menos chances de contrair o novo coronavírus. O artigo está em fase preprint, isto é, ainda não foi revisado por pares.

Os pesquisadores partiram de uma lista de 3437 pacientes positivos para Covid-19 fornecida pela SMS. Após algumas triagens – em que excluíram, por exemplo, profissionais de saúde – os cientistas contataram 271 pacientes e aplicaram um questionário com perguntas sobre uso de máscaras, grau de adesão ao distanciamento social e frequência de atividades fora de casa. Como grupo-controle (para fazer a comparação com o primeiro grupo), foram utilizados resultados de 1396 pessoas testadas pelo estudo EPICOVID, liderado pela Ufpel e que observa a prevalência de infectados pela covid-19. Essas pessoas foram contatadas e responderam às mesmas perguntas feitas para o outro grupo.

Papel importante na prevenção

Um dos pesquisadores que integra o estudo, o professor da Faculdade de Medicina da UFRGS Bruce Duncan afirma que, ancorado nos dados – coletados ainda no início da pandemia –, é possível dizer que essas medidas têm um papel importante na prevenção da doença. A adesão moderada ou alta ao distanciamento social foram fortemente protetivas contra a doença, representando um risco 72% e 75% menor, respectivamente. O uso da máscara foi associado a um risco 87% menor de contrair o vírus. Os pesquisadores destacam no artigo que, uma vez que os profissionais de saúde foram excluídos das amostras, os resultados demonstram como esses cuidados protegem a população em geral da covid-19.

Outro pesquisador do grupo, o professor da Faculdade de Medicina da UFRGS Marcelo Gonçalves, destaca que, neste momento, adotar as medidas de distanciamento social e utilização de máscara sempre que estiver fora de casa torna-se fundamental. “Não fazer isto é manter uma marcha para o colapso completo do sistema de saúde, com um aumento no número de mortes sem precedentes. Enquanto não temos vacina para todos, precisamos manter o distanciamento social e uso de máscara em todas as situações”, complementa.

O cientista reforça a orientação do Comitê Científico de Apoio ao Enfrentamento à Pandemia do Governo do Estado sobre o uso das máscaras. Em um documento divulgado em 20 de fevereiro, os integrantes do comitê ressaltam: “Algumas opções são duas máscaras de pano, uma máscara cirúrgica com máscara de pano por cima, ou uma máscara do tipo PFF2 com selo do Inmetro. O importante é que ela seja bem colocada, tapando o nariz e a boca e não deixando vazar ar. Para caminhar ao ar livre, em locais sem aglomeração, pode ser usada uma máscara simples”. O comitê também recomenda manter distanciamento mínimo de dois metros e dar preferência a ambientes ao ar livre ou bem ventilados.

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