Domingo, 11 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Estudo diz que cesta básica ideal no Brasil para uma pessoa chega a R$ 432 em abril

Compartilhe esta notícia:

Cálculo inédito do Instituto Pacto Contra a Fome prevê a "cesta ideal", com base em valor nutricional

Foto: Agência Brasil
(Foto: Agência Brasil)

Mais de 70% da população brasileira não possui renda suficiente para arcar com o custo de uma cesta básica ideal, estimada em R$ 432 por pessoa. O dado alarmante foi divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Pacto Contra a Fome na mais recente edição do Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação dos Alimentos.

Elaborada pelo NEBIN (Núcleo de Epidemiologia e Biologia da Nutrição), a cesta considera critérios de alimentação adequada e valor nutricional. Em abril de 2025, o valor representava 21,4% da renda média per capita do país, calculada em R$ 2.020, segundo dados da PNAD Contínua divulgados no dia 8 deste mês.

O levantamento revela ainda que mais de 10% da população — cerca de 21,7 milhões de brasileiros — vive com uma renda mensal inferior ao custo total da cesta.

“Essa estimativa revela que, mesmo sendo um direito garantido, a alimentação adequada está fora do alcance da maioria da população. Nosso objetivo é evidenciar a distância entre a garantia constitucional e a realidade econômica das famílias. Sem monitoramento contínuo e políticas públicas efetivas e baseadas em evidências, o enfrentamento da insegurança alimentar segue ineficaz”, afirma Ricardo Mota, gerente de inteligência estratégica do Pacto Contra a Fome.

Inflação dos alimentos pesa mais para os pobres

O boletim também aponta para a retomada da alta nos preços dos alimentos em abril. O grupo Alimentação e Bebidas registrou inflação de 0,82% no mês, impulsionado por aumentos expressivos nos preços da batata (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%) — itens que tiveram forte impacto no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

No mesmo período, o índice geral ficou em 0,43%, evidenciando o peso desproporcional da inflação alimentar sobre o custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.

Apesar de quedas em produtos como arroz (-4,19%), mamão (-5,96%) e feijão preto (-5,45%), os alimentos essenciais e in natura — mais suscetíveis a variações climáticas e sazonais — continuam a pressionar os preços.

De acordo com o estudo, o impacto da inflação alimentar sobre famílias vulneráveis pode ser até 2,5 vezes maior do que sobre as de alta renda.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Glaucio Dos Santos Brum
12 de maio de 2025 20:48

É uma vergonha que, em um país com a riqueza do Brasil, a administração seja tão incompetente, quando o trabalhador poderia ter um padrão de vida superior aos norte-americanos. Bom, não há como ser chamado de “pai dos pobres”, se não houver pobres.

Ana Paula Siebert diz que a filha, de quase 5 anos, não tem RG: “Tenho preguiça”
China ampliará em US$ 27 bilhões os investimentos no Brasil, anuncia Lula
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x