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Saúde Estudo diz que duas doses da Pfizer ou da AstraZeneca geram resposta imune contra a variante Delta

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(Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Duas doses das vacinas da Pfizer ou da AstraZeneca geram resposta imune contra a variante Delta em 95% dos pacientes vacinados, mesmo que ela seja capaz de escapar de alguns anticorpos monoclonais de laboratório, conforme estudo publicado pela revista científica Nature.

Os cientistas franceses responsáveis pela pesquisa, no entanto, indicam que a cepa é menos inibida por anticorpos presentes em pessoas que já tiveram covid-19 e não receberam nenhuma injeção ou que receberam apenas uma dose dos imunizantes.

De acordo com o estudo, as vacinas são de três a cinco vezes menos eficientes contra a variante Delta em relação à Alfa, originária do Reino Unido. Isso porque, na visão dos pesquisadores, as mutações presentes na proteína Spike, utilizada pelo vírus para entrar nas células, da variante Delta, “modificam potencialmente a ligação do vírus ao receptor da célula, permitindo que escape parcialmente da resposta do sistema imunológico”.

A análise do sangue de pacientes que se recuperaram, nos 12 meses anteriores, da covid-19 revelou que precisam de concentrações de anticorpos quatro vezes maiores para neutralizar a variante Delta em comparação com a Alfa. No entanto, quando vacinados, esses indivíduos apresentaram imunidade acima do limiar de neutralização da variante.

Além disso, uma única dose da vacina Pfizer ou da AstraZeneca foi pouco ou não eficaz contra as variantes Beta e Delta. Apenas 10% dos indivíduos que receberam somente uma injeção foram capazes de neutralizar a variante indiana após uma dose.

Os pesquisadores estudaram a reatividade de anticorpos e do soro sanguíneo de 103 pessoas com uma infecção anterior e de 59 indivíduos vacinados com uma ou duas doses. Os anticorpos monoclonais terapêuticos analisados foram o Bamlanivimab, o Etesevimab, o Casirivimab e o Imdevimab; dos quais, apenas o Bamlanivimab “perdeu atividade antiviral”.

A variante Delta já é a predominante em países como Índia — onde foi detectada pela primeira vez —, Grã-Bretanha e Portugal. Além disso, conforme o Instituto Pasteur, estima-se que, dentro de algumas semanas ou meses, será a cepa majoritária em toda a Europa.

Redução de intervalo

O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina AstraZeneca foi reduzido em cidades de ao menos sete Estados no Brasil. O Ministério da Saúde atualmente recomenda 12 semanas (três meses), mas o prazo foi encurtado por gestores que buscam ampliar a proteção da população contra a variante delta do coronavírus.

A bula da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção e importação da tecnologia da AstraZeneca, já informa que “a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira”.

A AstraZeneca reafirmou que “os estudos realizados até o momento demonstram que a vacina é eficaz na prevenção da covid-19 sintomática quando aplicada neste intervalo de tempo”, de 4 a 12 semanas. A farmacêutica disse, ainda, que a vacinação com a segunda dose após 60 dias “foi avaliada em estudos clínicos — e, por isso, está aprovada”.

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