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Brasil Estudo indica que o aquecimento global está alterando o tamanho de pássaros da Amazônia

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Trabalho publicado na revista científica Science reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Grupo comparou dados coletados nos últimos 40 anos

Foto: Reprodução
Trabalho publicado na revista científica Science reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Grupo comparou dados coletados nos últimos 40 anos. (Foto: Reprodução)

O aquecimento global está afetando o tamanho dos pássaros da Amazônia, aponta um estudo publicado nesta sexta-feira (12) na revista científica “Science Advances”.

O estudo, que reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros associados ao Projeto de Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), se vale de dados morfométricos coletados nos últimos 40 anos.

A morfometria é o estudo das formas de uma mesma população de animais. Uma das suas aplicações é a análise das formas e tamanhos que organismos vivos podem assumir conforme o ambiente no qual se desenvolvem.

Estudos anteriores feito com pássaros migratórios já haviam sugerido que o impacto do clima no tamanho das aves. Na época, não foi possível associar com exatidão esses dois fatores porque o processo migratório pode ocasionar outros fatores de impacto, como perda de habitat ou a caça.

Dessa vez, os pesquisadores concentraram suas análises comparativas em 77 espécies de aves não-migratórias da floresta Amazônica e o resultado foi o mesmo: pássaros cada vez menores diante de um clima cada vez mais quente.

A pesquisa aconteceu no Centro de Biodiversidade da Amazônia, próximo a Manaus, na Amazônia brasileira. Desde a década de 1970, a região esquentou 1,65ºC na estação seca e 1,0ºC na estação chuvosa.

“Todas as 77 espécies apresentaram massa média menor desde o início dos anos 1980”, afirmam os pesquisadores no estudo. Outra alteração que chamou a atenção dos cientistas foi o aumento no tamanho das asas. Segundo eles, paralelamente à redução no tamanho, um terço das espécies (69%) apresentaram asas mais longas

“As mudanças morfológicas sazonais e de longo prazo sugerem uma resposta às mudanças climáticas e destacam suas consequências generalizadas, mesmo no coração da maior floresta tropical do mundo”, afirmam os pesquisadores.

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Lucas Freitas
13 de novembro de 2021 17:59

mais uma tentativa de impedir os países em desenvolvimento de crescerem, com essa falácia de aquecimento global.

Os ricos precisam comprar nossos grãos e minérios. É sempre mais fácil negociar com país pobre.

O mundo passa por ciclos climáticos, como a glaciação, e outros mais quentes, naturalmente.

Dizer que a causa é o metano do pum da vaca, ou o gás carbônico do carro que usamos; é uma ofensa a inteligência.

Anderson Cardoso
14 de novembro de 2021 23:08

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