Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2017
Anos após protagonizar um dos maiores escândalos sobre estupro já ocorridos dentro da USP (Universidade de São Paulo), o ex-aluno de medicina Daniel Tarciso da Silva Cardoso conquistou, enfim, seu registro médico, pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco.
Cardoso responde a um processo em que é acusado de estupro por uma colega durante uma festa universitária, em 2012. Ele foi absolvido em primeira instância e, por isso, o órgão pernambucano entende que a concessão do registro médico “seguiu orientação do Conselho Federal de Medicina”.
O ex-aluno da USP foi punido, na universidade, com uma suspensão de um ano e meio. Passada a suspensão, o estudante, que é ex-policial militar e tem 35 anos, fez as provas e completou todos os créditos necessários para a conclusão do curso.
Porém, antes de Cardoso colar grau, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) havia decidido não conceder o registro a ele.
Para o conselho, caso seja comprovado o crime, o acusado não poderá exercer a profissão. “Um cidadão que, durante a faculdade de Medicina, é formalmente acusado de estuprar colegas de graduação – se comprovada sua conduta -, não pode ter o direito de exercer esta sagrada profissão, ligada, diretamente, à vida e à dignidade”, ressalta um comunicado enviado pela entidade em outubro do ano passado.
Ainda em outubro, quando decidiu que ele não teria o registro, os conselheiros basearam sua decisão na defesa da sociedade. Apesar de respeitar a presunção de inocência do acusado, a plenária deliberou, em novembro de 2016, no sentido de que os interesses coletivos se sobrepõem aos individuais. Cardoso tinha chances de recorrer.
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