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Brasil Eu vou brigar até ganhar, disse Lula sobre a sua candidatura

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O ex-presidente Lula desponta como nome preferido dos brasileiros se o 1º turno da eleição fosse hoje. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (1) pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “sabe o que está sendo traçado para ele” por setores da Justiça brasileira. Para Lula, o juiz Sérgio Moro, os desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e membros do Ministério Público se valeram de “mentiras” para acusá-lo e o condenar à prisão – visando, assim, impedir sua candidatura à presidência da República nas eleições deste ano.

“Desde o impeachment eu dizia: eles não vão tirar a Dilma e dois anos depois me deixar voltar gloriosamente nos braços do povo. Era preciso impedir minha candidatura”, afirmou.

No entanto, o ex-presidente afirma confiar que será inocentado pela Justiça – onde, diz, irá “brigar até ganhar”.

Assim, até uma decisão final dos tribunais sobre sua candidatura, o ex-presidente defende que seu partido não discuta candidaturas alternativas pela esquerda.

“Se eu fizer isso, estou dando o fato como consumado. Eu vou brigar até ganhar. E só vou aventar a possibilidade de outra candidatura quando for confirmado definitivamente que não sou candidato”, disse.

A afirmação vem após Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo, se reunir com o presidenciável Ciro Gomes (PDT). No encontro, os dois teriam discutido o momento nacional e a possibilidade da criação de uma frente de esquerda para as eleições. Lideranças do partido criticaram a iniciativa de Haddad, que, no entanto, foi avalizada por Lula.

Caso sua candidatura seja inviabilizada pela Lei da Ficha Limpa, o petista está aberto a discutir outras possibilidades. Ele se colocou contrário à ideia de boicotar as eleições, e deixou em aberto a possibilidade de apoiar candidatos de outras legendas, como o próprio Ciro – que, no entanto, recebeu críticas de Lula na entrevista.

“Fico fascinado de ver como uma pessoa inteligente como o Ciro fala tão mal do PT. Vamos ser francos: pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT”, analisou.

Lula e o PT aguardam para as próximas semanas a discussão do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de liberdade preventiva pedido pela defesa do ex-presidente. O líder petista diz acreditar que o Supremo Tribunal Federal entrará no mérito da sentença, permitindo que ele seja candidato em outubro deste ano. O julgamento ainda não tem data marcada.

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