Sexta-feira, 08 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2015
O tenente-general norte-americano Mark Hertling declarou à rede de TV CNN que a inteligência dos Estados Unidos está em alerta para uma mudança de estratégia do EI (Estado Islâmico), que planeja atentados de grande impacto, como o realizado pela Al Qaeda que derrubou as Torres Gêmeas, em Nova York (EUA), em 11 de setembro de 2001. “De acordo com o que temos visto internamente, acredito que estejam utilizando muitos dos recrutas que não têm tempo para treinar para criar um tipo de atentado em massa que produza atenção midiática. É exatamente o que buscam para mostrar que têm poder”, disse Hertling.
O anúncio da ameaça acontece exatamente um ano depois do primeiro ataque dos Estados Unidos contra o EI. Os primeiros bombardeios norte-americanos contra o EI no Iraque começaram em 8 de agosto de 2014, um dia depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter anunciado a autorização para as investidas.
Desde o início da ofensiva, os EUA contam com 3.550 militares no Iraque. A aliança internacional liderada pelos norte-americanos já realizou seis mil ataques aéreos e matou mais de dez mil jihadistas, segundo números oficiais. “Há um ano, o EI tinha avançado sem impedimentos pelo Iraque. Mas no último ano fizemos avanços consideráveis”, defendeu o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.
Iraque
No sábado, membros do EI executaram a tiros ao menos 300 servidores do Comitê Supremo Eleitoral do Iraque em um acampamento militar da cidade de Mossul. A informação teria sido repassada por Mahmoud Salam, encarregado de elaborar as listas de pessoas assassinadas pelo grupo. Salam revelou que as vítimas foram condenadas por serem “apóstatas e infiéis” e por isso receberam “um justo castigo por um tribunal da sharia [lei islâmica]” estabelecida pelos radicais. (AD)
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