Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de julho de 2023
Ex-advogado de Donald Trump e ex-prefeito de Nova York (EUA), Rudy Giuliani – ou Rudolph – admitiu que fez acusações falsas contra funcionários do sistema eleitoral do Estado da Georgia, ao acusá-los de fraude.
Os ataques feitos por Giuliani fizeram parte da ofensiva do ex-presidente Trump, em 2020, a fim de reverter os resultados da eleição presidencial daquele ano, que teve o democrata Joe Biden como vencedor.
Em 2020, Giuliani acusou Ruby Freeman e Shaye Moss de trabalharem para afetar a campanha de Trump na contagem de votos para a eleição presidencial na Geórgia.
Apesar de ter admitido que mentiu na acusação, Giuliani diz que as alegações de fraude nas eleições são protegidas pelo princípio da liberdade de expressão e que as declarações feitas por ele não afetaram Freeman e Moss.
No documento enviado para a Justiça americana contendo a admissão de Giuliani, a equipe legal do ex-advogado de Trump disse que ele sempre soube da lisura da atuação de Moss e Freeman e que as acusações eram falsas “desde o início”, segundo documento obtido pela CNN.
Encurralado pela Justiça
Advogados do ex-presidente Donald Trump se reuniram nessa quinta-feira com promotores do escritório do procurador especial Jack Smith, enquanto promotores federais se preparavam para acusar o republicano por seus amplos esforços para derrubar a eleição presidencial de 2020, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto. A reunião ocorreu em um momento em que Trump se vê cada vez mais encurralado pela Justiça, e enquanto as primárias republicanas começam a esquentar.
Não ficou claro, contudo, quais assuntos foram discutidos ou se o Smith — nomeado pelo secretário de Justiça Merrick Garland em novembro passado — participou da reunião. Porém, encontros do tipo costumam ser usados pelos advogados de defesa como um último esforço para argumentar contra as acusações apresentadas ou para transmitir sua versão dos fatos e da lei.
Segundo as fontes, os promotores teriam ouvido educadamente os advogados de Trump apresentarem seus argumentos, sem sinalizar intenções além do que haviam transmitido em uma carta anterior ao ex-presidente.
Em uma postagem em sua rede social após a reunião, Trump disse que os advogados tiveram “uma reunião produtiva” com os promotores. Ele disse que eles explicaram à equipe de Smith que ele não fez “nada de errado, fui aconselhado por muitos advogados e que uma acusação contra mim só destruiria ainda mais nosso país”.
A equipe jurídica do ex-presidente — incluindo Todd Blanche e um advogado recém-contratado, John Lauro — está em alerta máximo desde a semana passada, quando promotores trabalhando para Smith enviaram a Trump uma chamada carta-alvo no caso de interferência eleitoral. Foi o sinal mais claro de que acusações poderiam estar chegando. Nos EUA, para apresentar uma acusação criminal, os promotores devem antes apresentar suas evidências e receber o sinal verde de um grupo de cidadãos.
A carta descrevia três possíveis acusações que Trump poderia enfrentar: conspiração para fraudar os Estados Unidos, obstrução de um processo oficial e uma acusação de direitos civis da era da Reconstrução que torna crime ameaçar ou intimidar qualquer pessoa no “livre exercício ou gozo” de qualquer direito ou privilégio previsto na Constituição ou em lei federal. As informações são dos jornais Valor Econômico e The New York Times.
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