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Mundo Ex-advogado de Donald Trump diz ter informações sobre conspiração russa

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Presidente dos EUA afirma que Cohen (foto) está inventando histórias para obter acordo. (Foto: Reprodução)

Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, tem informações de interesse sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016, afirmou nesta quarta-feira (22) o seu advogado, Lanny Davis.

Cohen tem “informação sobre tanto o conhecimento de uma conspiração para corromper a democracia americana pelos russos quanto sobre a falha em denunciar esse conhecimento ao FBI”, afirmou Davis ao canal MSNBC.

Davis disse que “Cohen tem informações que poderiam ser de interesse do procurador especial [Robert Mueller] sobre se Trump soube de antemão sobre a violação de e-mails”. Um júri americano indiciou 12 agentes de inteligência russos pela violação das redes de computadores da então candidata Hillary Clinton e do Partido Democrata. O ex-advogado “ficará mais do que feliz em contar para o procurador especial tudo o que sabe”, acrescentou Davis.

Em sua primeira reação após Cohen se declarar culpado, na terça-feira (21), de oito acusações criminais, entre elas o pagamento à ex-atriz pornô Stormy Daniels e a uma ex-modelo da Playboy “a mando” de Trump com objetivo de “influenciar as eleições”, Trump escreveu nas redes sociais: “Se você quiser um bom advogado, sugiro que você não contrate Michael Cohen”.

No mesmo dia, Paul Manafort, ex-diretor de campanha do republicano, foi condenado por oito acusações de fraude na Virgínia. Trump afirmou ainda que Cohen está “inventando histórias” para “obter um acordo”. Cohen foi advogado e uma espécie de “faz tudo” de Trump por 12 anos. Davis afirmou ainda que o seu cliente não busca e não aceitaria um perdão presidencial. “Ele não quer nada de Donald Trump.”

Governo

O governo dos Estados Unidos busca uma mudança de conduta do Irã, não a queda de seu regime, afirmou nesta quarta-feira o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, que também alertou que o país reagirá de modo “forte” se a Síria usar armas químicas na província de Idlib.

Bolton encerrou três dias de reuniões com autoridades de Israel, durante as quais as atividades nucleares do Irã foram o tema predominante. “Para ser claro, a política americana não busca uma mudança de regime no Irã, o que queremos é uma mudança radical de conduta da parte do regime”, disse Bolton.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão do presidente americano de abandonar, apesar das críticas das outras grandes potências, o acordo nuclear de 2015 com o Irã. Também elogiou a retomada das sanções contra a República Islâmica no início de agosto.

Em novembro, Washington pretende adotar novas medidas, que podem ter um forte impacto na já abalada economia iraniana porque terão como alvos os combustíveis do país produtor de petróleo. O objetivo é “reduzir a zero” as exportações iranianas, ressaltou Bolton. O assessor de Trump considera que os recentes protestos dos iranianos são uma prova da má gestão da economia iraniana durante muito tempo, que teria sido mais percebida sem o acordo nuclear internacional de 2015 que, para ele, “atenuou” os efeitos.

Depois que Washington se retirou do acordo e do retorno das sanções “vimos um efeito profundamente negativo no Irã, eu acredito que inclusive mais severo do que havíamos previsto”, disse Bolton. Porém, se Teerã não cumprir as exigências de Washington, o país exercerá “pressão máxima para deixar claro que nunca obterão armas nucleares operacionais”, advertiu.

Bolton denunciou as atividades “beligerantes” do Irã em toda a região e sua presença na Síria, em apoio ao regime do presidente Bashar al-Assad. O americano chamou de “ato de legítima defesa” os ataques israelenses contra comboios iranianos que transportam mísseis e armas para a Síria.

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