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Mundo Ex-amante vai à Justiça contra o rei Juan Carlos, da Espanha

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Rei emérito renunciou ao trono espanhol em 2014, em meio a escândalos financeiros e familiares. (Foto: Reprodução)

O Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido tornou pública uma ação civil pelo crime de perseguição movida pelos advogados da empresária alemã Corinna Larsen contra Juan Carlos I, rei emérito da Espanha. A queixa foi apresentada em dezembro de 2020 e, segundo fontes jurídicas, o rei emérito conhecia há meses o texto do processo movido por sua ex-amante. Na ação, Larsen pede uma ordem judicial que impeça Juan Carlos I de se comunicar com ela, a seguir, a difamar e de chegar a uma distância inferior a 150 metros dela.

Em 20 páginas, a ex-amante de Juan Carlos I denuncia o que descreve como suposto “assédio” por parte do rei emérito, o responsabilizando por “monitoramento aberto e encoberto” feito por agentes do Centro Nacional de Inteligência (CNI) espanhol em Londres, onde ela mora, e em Monte Carlo, onde fica a outra casa de Larsen. Esta perseguição supostamente ocorreu, de acordo com a ação judicial, a partir de 2012. Larsen quer uma indenização, não quantificada, por danos e prejuízos.

Segundo a ação, o rei emérito — que renunciou ao trono em 2014, em meio a escândalos financeiros e familiares — doou US$ 100 milhões para Larsen em 2012 e, posteriormente, exigiu que ela devolvesse o valor. Diante da recusa em devolver o dinheiro, a ação judicial afirma que Juan Carlos I a difamou, alegando que ela havia o “roubado”.

De acordo com Larsen, o rei emérito da Espanha informou ao atual rei da Arábia Saudita, Salman, sobre este suposto roubo, assim como ao atual príncipe herdeiro da coroa saudita, Mohammad bin Salman.

Foi o antecessor de Salman, o rei saudita Abullah, que enviou a Juan Carlos I, por meio de uma conta secreta na Suíça, US$ 100 milhões em 8 de agosto de 2008. Essa transferência está sob investigação na Suíça desde agosto de 2018, como uma operação de lavagem de dinheiro.

Parte do dinheiro escondido do Tesouro espanhol foi supostamente usado para despesas pessoais de Juan Carlos I e mais tarde, em 2012, devido a mudanças na legislação suíça, foi transferido para uma conta de Larsen nas Bahamas. Na Espanha, a Suprema Corte está conduzindo três investigações sobre as contas e operações de Juan Carlos I.

Embora a ação judicial de Larsen seja dirigida exclusivamente contra Juan Carlos I, ela aponta para a participação ativa do ex-diretor da CNI, o general Félix Sanz Roldán, em sua suposta vigilância. O general admitiu ter viajado a Londres, em maio de 2012, para se encontrar com a ex-amante do rei no Hotel The Connaught.

Um juiz nomeado pelo tribunal britânico vai assumir a investigação e terá, no máximo, 18 meses para investigar o caso. Fontes legais apontam que Juan Carlos I tem um precedente negativo para sua suposta imunidade na Justiça do Reino Unido.

Em 2000, a Comissão de Justiça da Câmara dos Lordes removeu a imunidade do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, argumentando que os crimes de tortura de que ele era acusado na Justiça do país não podiam ser considerados parte dos deveres de um chefe de Estado.

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