Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2026
O empresário João Ricardo Mendes, fundador e ex-CEO da Hurb (antigo Hotel Urbano), foi preso em um aeroporto no Ceará na noite de segunda-feira (5). De acordo com a Polícia Militar, Mendes foi detido por usar um documento falso no Aeroporto Regional de Jericoacoara, em Cruz (CE). Ele tentava embarcar em um voo com destino a Guarulhos, em São Paulo.
Os agentes foram acionados por funcionários da companhia aérea e por equipe de segurança aeroportuária que suspeitaram da irregularidade.
Mendes usava uma tornozeleira eletrônica que, segundo a polícia, estava descarregada. “O homem foi conduzido à Delegacia Regional de Acaraú, por meio da Central de Procedimentos Digitais, onde foi instaurado o inquérito policial. Ele foi autuado com base no artigo 304 do Código Penal Brasileiro, que trata do uso de documento falso.”
A Hurb, empresa fundada por Mendes, enfrenta crise desde 2023, marcada por ações judiciais e queixas de consumidores sobre cancelamentos e falta de estornos.
Em setembro de 2024, a plataforma lançou um sistema para negociar dívidas com clientes. Mendes e outros sócios viraram réus por estelionato no mesmo ano, acusados de não ressarcir uma cliente em quase R$ 4.000.
Mendes foi preso em flagrante em 25 de abril do ano passado, acusado de furtar obras de arte e objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ele foi solto em decisão de 21 de julho.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO [diretor executivo] da agência de viagens Hurb, antigo Hotel Urbano, pelo descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
As medidas cautelares impostas a Mendes decorrem de sua prisão em flagrante após o furto das obras de arte e de outros objetos. O empresário foi denunciado pelo MPRJ em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, ocasião em que a Promotoria se manifestou pela manutenção da prisão.
Os crimes foram praticados no dia 25 de abril de 2025. Em um dos casos, o denunciado fingiu ser entregador de aplicativo para furtar um quadro, colocando a peça no interior de uma bolsa de entregas. No mesmo dia, seguiu para um escritório de arquitetura e furtou quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro, entre outros itens. Para executar o crime, Mendes se apresentou como eletricista.
O ex-CEO furtou uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, na Praia da Barra da Tijuca. No dia seguinte, ainda de acordo com a denúncia, ele furtou dois quadros do escritório Duda Porto Arquitetura, além do Ipad e a carteira do dono do escritório, que fica dentro do Casa Shopping, no mesmo bairro.
Após um período em prisão preventiva, a custódia do réu foi substituída por medidas cautelares, entre elas a monitoração eletrônica, a proibição de se ausentar da cidade sem prévia autorização judicial e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais no processo.
Nessa terça-feira (6), ao requerer a prisão preventiva, a Promotoria destacou que o ocorrido no Ceará e a ausência de juntada de relatório médico desde setembro demonstram que o réu vem descumprindo reiteradamente as medidas cautelares, em evidente desrespeito às determinações judiciais. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.
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