Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2016
O ex-deputado e ex-delegado da PF (Polícia Federal) Protógenes Queiroz pediu asilo político na Suíça, alegando que sua vida corre risco, por conta de seu trabalho como delegado investigando a corrupção. Seu dossiê foi aceito na quarta-feira pelas autoridades que passarão a avaliar o processo.
Em uma longa entrevista concedida ao jornal Sept, da Suíça, ele contou que se exilou em outubro, ao viajar para o país para uma conferência em Genebra. Protógenes afirmou que se ele voltar, será executado. “Minha vida está em jogo”, declarou. “Eu detenho muitos segredos”, insistiu. “A Justiça do meu país decidiu retirar a proteção que eu tinha quando era policial”, revelou na entrevista.
Em outubro de 2015, o governo demitiu Protógenes da PF por transgressões disciplinares. Ele foi alvo de uma ação criminal na Justiça Federal em São Paulo, sendo condenado a dois anos e seis meses de prisão por quebra de sigilo funcional ao vazar dados da Operação Satiagraha, que foi anulada.
Apresentando-se como alguém que lutou contra a corrupção desde 1999, ele é qualificado pelo jornal suíço como uma espécie de Eliot Ness contemporâneo. Eliot Ness foi um famoso agente federal norte-americano que aniquilou Al Capone, poderoso contrabandista de bebidas que desafiou a lei seca implantada em Chicago (EUA), nos anos 1930.
Protógenes também afirmou ter colaborado com a Operação Lava-Jato. (AE)
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